A seleção brasileira masculina de vôlei chega a Chicago, nos Estados Unidos, para a etapa final da Liga das Nações com apenas uma derrota em toda a fase de classificação. Mesmo não sendo a competição de maior importância do ano para o Brasil, pois haverá o pré-olímpico em agosto na Bulgária, Bruninho, Lucarelli & cia buscam o título no torneio em que as equipes variam de postura de acordo com seus objetivos e planos para a temporada.

Em uma fase final que reúne os seis melhores times das Liga das Nações, os Estados Unidos chegam com sua seleção principal. Já a Polônia preferiu poupar seus melhores jogadores e chega com uma escalação alternativa. Para o Brasil, vale a busca por mais um título da competição que equivale à extinta Liga Mundial e o crescimento de um grupo que quer estar no topo físico e técnico para as olimpíadas de Tóquio em 2020.

– Estamos vivendo um bom momento, essa é uma competição importante. Final Six, as seis melhores equipes do mundo no ano estão presentes aqui hoje, então é um objetivo importante pra gente. Mas claro que o maior objetivo do ano é o classificatório olímpico, mas pra chegar lá, importante a gente se sair bem aqui também. é um processo, o time vem crescendo, fizemos uma boa primeira fase, mas sabemos que agora tudo zera e cada jogo é como se fosse uma grande final – disse Renan Dal Zotto.

Leal comemora a primeira competição como atleta da seleção brasileira, na Liga das Nações — Foto: Camilo Pinheiro Machado

Leal comemora a primeira competição como atleta da seleção brasileira, na Liga das Nações — Foto: Camilo Pinheiro Machado

Se para campeões olímpicos como Bruninho, Wallace e Lucarelli, esse é mais um torneio de alto nível internacional visando o desenvolvimento da equipe para as olimpíadas, o mesmo não se pode dizer para Yoandy Leal. O cubano é o primeiro jogador da história da seleção de vôlei a defender o Brasil tendo nascido em outro país. O ponteiro atuou no vôlei brasileiro de 2012 até o ano passado, quando foi transferido para o Volley Lube da Itália. Em 2015, identificado com o país e almejando defender o Brasil, Leal se naturalizou brasileiro. No entanto, teve que esperar longos quatro anos até que toda sua documentação fosse aprovada para definitivamente vestir a amarelinha. O ponteiro, desde 2007, jogava pela seleção cubana.

– Eu me sentia triste, porque sempre joguei muito em Cuba na equipe nacional. Depois tomei a decisão (de tentar jogar pelo Brasil) e vi que os companheiros podiam jogar e eu tinha que ficar de férias em casa. Mas isso, graças à Deus, acabou. Consegui jogar pelo Brasil e chegou a oportunidade. Tive que esperar quatro anos, uma espera, sofrendo. Mas até que foi bom para mim porque melhorei meu nível em clubes e agora estou aqui defendendo a seleção.

Leal sorri, e o técnico Renan Dal Zotto também. O comandante brasileiro ganhou uma força preciosa no ataque, com um conhecido saque de potência rara no vôlei mundial. Leal é o líder de pontos na seleção brasileira até aqui na Liga das Nações deste ano.

– Um garoto fantástico, divertido, que se entregou dia após dia nos treinamentos, e se enquadrou muito bem na nossa filosofia de trabalho. Ainda está se adaptando à uma série de circunstâncias, nosso modelo de treinamentos, a parte física, a linguagem dentro de quadra. Ele está evoluindo muito bem. E, tecnicamente falando, um jogador que vai ajudar a seleção, um cara de uma força incrível, agressivo no saque, no bloqueio, sempre no sistema ofensivo. E ainda precisa entender o sistema de jogo, porque precisa dar contribuição também na defesa, mas está se adaptando muito bem. Lá na frente ele vai ajudar muito a gente – elogiou o técnico.

No último treino da seleção brasileira antes da estreia contra a Polônia, nesta quarta-feira, com transmissão ao vivo do Sportv 2 a partir de 18h30, horário de Brasília, o técnico Renan não deu moleza aos seus comandados. O ritmo forte na atividade dá mostras dos objetivos do Brasil na competição. Após o treinamento, Renan Dal Zotto conversou com a reportagem do GloboEsporte.com e fez uma avaliação dos adversários da seleção nessa fase final de Liga Das Nações.

Polônia
 O jogo amanhã vai ser muito equilibrado, mesmo a Polônia estando sem algumas peças importantes. Mas é sempre Polônia e Brasil, as duas últimas edições do mundial foram decididas por esses países, então tenho certeza que vai ser um grande jogo. Não conhecemos muito bem todos os jogadores deles. Esse é o maior desafio e o grupo está consciente, e já encarando essa primeira partida como uma final.

Irã
Nosso segundo jogo será contra o Irã. O Irã está certamente vivendo o melhor momento de toda a sua história dentro do voleibol. Nos últimos 2, 3 anos já vem em uma crescente muito forte, time que joga muito rápido, extremamente perigoso. Acabou em segundo na fase classificatória fazendo uma competição bastante linear. Tem um contra-ataque muito interessante.

Estados Unidos
Os Estados Unidos estão com o time completo. É uma seleção que joga junta há quatro anos, sempre buscando pódio em todas as competições que participa, o que é fantástico. Um time bastante competitivo.

Rússia
A Rússia revezou bastante seus jogadores durante a competição, mas chega aqui com a seleção principal também. Com um poder de ataque e de bloqueio fantástico. Uma seleção enorme, de gigantes, extremamente perigosa e uma das fortes candidatas ao título desse torneio.

 

Fonte: Globo Esporte||https://globoesporte.globo.com/volei/noticia/brasil-estreia-na-fase-final-da-liga-das-nacoes-embalado-pela-empolgacao-do-cubano-leal.ghtml

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