O traficante Roni Peixoto de Souza está sendo procurado pela Polícia Federal no Paraguai. Foragido desde 7 de julho, ele já teria entrado no país vizinho, onde planejaria comandar um esquema de envio de drogas para Belo Horizonte. A informação é da Interpol, a polícia internacional, que já repassou comunicado sobre a fuga do criminoso para todos os órgãos de segurança do Brasil e do exterior.
Roni Peixoto deixou a Penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves, na manhã da última quinta-feira (7) para trabalhar no Shopping Oiapoque, o maior entre os populares de Belo Horizonte. Ele ocuparia uma vaga de auxiliar de serviços gerais.
Mas o traficante não retornou para a unidade prisional à noite, conforme determinado pela Justiça. Segundo uma fonte da Polícia Federal, ele também não compareceu ao trabalho no primeiro dia de emprego.
Braço direito de Fernandinho Beira-Mar em Minas Gerais, Roni Peixoto conseguiu progressão para o regime semiaberto depois de ser absolvido, em maio deste ano, de uma das acusações de tráfico pela Vara de Tóxicos do Fórum Lafayette. A Justiça concedeu autorização para ele trabalhar depois que seus advogados apresentaram uma carta de emprego do Shopping Oiapoque.
No mês passado, o juiz da 3ª Vara de Tóxicos do Fórum Lafayette, Adriano de Mesquita Carneiro, determinou ao secretário de Estado de Defesa Social (Seds), Lafayette Andrada, que devolvesse uma Toyota Land Cruiser blindada pertencente ao traficante.
Avaliado em R$ 200 mil, o veículo era usado pelo secretário e seus principais assessores desde 25 de fevereiro deste ano, com autorização da Justiça. No entanto, em 10 de maio, foi ordenada a restituição do automóvel. Como a decisão não foi cumprida, o juiz Adriano Mesquita determinou, em 24 de maio, a entrega em 24 horas, sob pena de prisão do secretário e do chefe de gabinete da Seds, Carlos Henrique Albuquerque.
Roni Peixoto, que no processo da Justiça aparece como ?Gordo?, foi condenado a 31 anos de prisão e estava encarcerado na Nelson Hungria, mas em junho foi levado para a José Maria Alckmin por determinação da Justiça. Segundo o Ministério Público, mesmo dentro da prisão, ele comandava o tráfico na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

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