A Caixa Econômica Federal (CEF) informou que o aplicativo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) registrou 1,4 milhão de acessos de trabalhadores na segunda-feira (25). O aumento expressivo ocorreu no mesmo dia em que foi liberada a consulta do saldo do FGTS para utilização no programa Novo Desenrola Brasil, também chamado de Desenrola 2.0, voltado à renegociação de dívidas.
Segundo o banco, a grande procura pelo serviço eletrônico ocorreu principalmente pela necessidade de autorização, via aplicativo do FGTS, para que instituições financeiras possam consultar o saldo disponível dos trabalhadores para renegociação de dívidas. O volume de acessos provocou instabilidade e formação de filas virtuais no sistema. Em alguns casos, foi necessário aguardar o atendimento eletrônico ou realizar a atualização do aplicativo para concluir o acesso.
A liberação da consulta ao saldo do FGTS pelo governo federal ocorreu na segunda-feira e permite que parte dos recursos seja utilizada na quitação ou renegociação de dívidas dentro do Desenrola 2.0.
O programa estabelece as seguintes condições para a renegociação de dívidas:
- Descontos entre 30% e 90% sobre o valor devido;
- Taxa de juros máxima de 1,99% ao mês;
- Prazo de até 48 meses para pagamento;
- Até 35 dias para pagamento da primeira parcela;
- Limite de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira, após descontos;
- Garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO).
A iniciativa permite o uso do FGTS por trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos mensais, equivalente a R$ 8.105.
Ao aderir ao Desenrola 2.0, o trabalhador pode utilizar 20% do saldo disponível em conta ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para pagamento parcial ou total das dívidas. Segundo o governo, os valores liberados podem alcançar um limite global de R$ 8,2 bilhões.
Com a alta demanda registrada no aplicativo do FGTS e a liberação do uso do saldo para o Desenrola 2.0, o governo federal busca ampliar o acesso à renegociação de dívidas e facilitar a regularização financeira dos trabalhadores.
Com informações do Metrópoles







