Perguntar não ofende:

 1 –

Em Formiga, visitantes no Legislativo, mesmo que de outras cidades, têm tratamento preferencial e não precisam respeitar as normas editadas por aquele poder? 

A pergunta nos parece pertinente quando analisamos a Portaria 30/2021 exarada pelo presidente do Poder Legislativo, vereador Flávio Martins.

Esta trata de uma série de providências, com as quais concordamos, eis que nos pareceram medidas necessárias para que também naquela Casa, a saúde dos funcionários e dos próprios vereadores, seja de alguma forma preservada dos males do Covid. 

O artigo 5º preceitua, textualmente, a seguinte norma: “Fica expressamente vedado o acesso de terceiros em qualquer dependência da Casa Legislativa, salvo prestadores de serviço e ou terceirizados

O povo de Formiga, também os profissionais de imprensa ou qualquer outro que necessite de forma presencial de obter informações ou de algum serviço disponibilizado no Legislativo, enquanto prevalecer a norma, será impedido de entrar ao recinto.

Mas, as redes sociais do vice-presidente da Casa, verdor Marcelo Fernandes, dois ou três dias após a edição da norma, exibiram fotos de alguns ilustres visitantes que lá foram recebidos com todas as honras e até com o tradicional cafezinho.

A mesma postagem informa que os visitantes pertencem aos quadros do Legislativo da cidade de Campo Belo.

Ora, vereadores e funcionários legislativos, sejam lá de onde forem, podem ser tratados de forma diferenciada dos demais componentes da população, só o presidente da Mesa ou quem sabe, seu vice, para nos responder.

De qualquer forma fica o espaço aberto para a resposta caso julguem melhor trazê-la a público.

 2 –

Porque ainda não se nomeou uma Comissão de Saúde?

Na mesma portaria, dentre os considerando ali enumerados, destacamos o seguinte:

Considerando o considerável aumento de casos suspeitos e de casos confirmados de contaminação pela Covid-19 no Estado de Minas e cidades no entorno de Formiga, MG (…)”

Se a própria Mesa Diretora reconhece o estado crítico em que nos encontramos; se o Executivo municipal e o estadual já emitiram decretos colocando em Situação de Emergência ou assemelhada; se há a todo instante a divulgação de casos que mereçam a interferência de todos os poderes em busca de soluções; se na própria Câmara tramitam inúmeros projetos relacionados com o tema; a pergunta que não quer se calar é:

Porque o Legislativo sempre tão zeloso, ainda não nomeou uma Comissão de Saúde, com poderes para além de fiscalizar e auxiliar na busca efetiva de soluções que minorem o sofrimento daqueles que dependem da prestação de serviços da saúde pública?

Nos parece que das falas de alguns vereadores na reunião de segunda-feira (22) ficou implícita esta sugestão.

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