Para o entendedor de finanças pessoais, a compra a vista é sempre a melhor opção para fugir do endividamento. Mas com o aumento da oferta de crédito, a cada dia o consumidor é bombardeado com vários anúncios do varejo, dando vantagens na aquisição de um cartão de crédito de marca própria das lojas. Brindes, prazos mais longos – muitas vezes sem juros – para o pagamento da fatura, descontos especiais e programas de milhagens são alguns exemplos de promoções para garantir boas vendas no período natalino.
Acabei de fazer o cartão para fazer as compras de Natal, quero aproveitar as promoções e presentear a família, disse a operadora de telemarketing Júnia Maria Motta, de 25 anos.
A Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Créditos e Serviços (Abecs) estima que em 2009 a indústria de cartões de crédito deve faturar cerca de R$ 444 bilhões, o que representa crescimento de 18% em relação a 2008. Até o fim do ano, a expectativa é de que cerca de 565 milhões de cartões estejam em circulação no comércio brasileiro. Os cartões de rede de lojas respondem por um terço do número de cartões em circulação no país.
A reportagem do Super Notícia visitou diversas lojas que oferecem o produto. Para retirar o cartão, a maioria dispensa burocracia e exige apenas o número da carteira de identidade e CPF, além de comprovantes de renda e de endereço. O tempo para a confecção do cartão varia de loja para loja. Em média, leva-se cerca de 20 a 30 minutos. Em outras, o cliente com o crédito aprovado espera até 30 dias para receber o cartão em casa.
Vantagens
Outra vantagem de um cartão de marca própria em relação aos de bandeira (Visa, Mastercad, entre outros) é o prazo maior para parcelar. Em um hipermercado da cidade, por exemplo, o consumidor pode dividir em até 12 vezes usando a bandeira própria (Hipercard). Já com os cartões Visa e Mastercard, as compras (exceto de alimentos e bebidas) são divididas em 8 parcelas, no máximo.
O cartão de crédito é campeão no ranking de taxa de juros. Segundo o Ipead/UFMG, em novembro, a média dos juros cobrados foi de 12,6% ao mês, mais de 150% ao ano.

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