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Cemig quer reajuste médio de 8,8%

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) quer um reajuste médio de 8,8% nas contas de energia a partir de 8 de abril. O pleito foi apresentado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que ainda vai analisar o pedido. A reunião do Conselho para bater o martelo sobre o reajuste deve acontecer no início de abril.
O percentual pedido pela empresa é superior à inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 6,01% nos últimos 12 meses. Se a referência for o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), o reajuste pedido é abaixo da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice acumula elevação de 11,3%.
Para o consumidor residencial, que usa a energia em baixa tensão, o reajuste deve pesar ainda mais no bolso. Para essa categoria, o pedido da empresa foi de 10,74% de alta. Para os clientes de alta tensão, como os industriais, a concessionária pretende elevar em 5,85% o valor cobrado a partir de abril.
O pedido da Cemig é apenas a pretensão da empresa e não reflete, necessariamente, o que será concedido pelo órgão regulador. No ano passado, por exemplo, a concessionária pleiteou um reajuste médio de 7,7%, mas a Aneel determinou uma queda média de 1,73% nos valores cobrados. Em 2009, o pedido foi de 31,79% e o autorizado foi de 6,21%.
Indicadores
O reajuste é concedido anualmente pela agência reguladora com base em indicadores como inflação, custos da empresa com transporte, encargos, compra de energia, além do fator-X, que mede a produtividade da empresa e, segundo a norma da Aneel, é um instrumento regulatório de estímulo à eficiência e à modicidade tarifária.