Aldo Rebelo, ministro do Esporte, espera que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, se explique sobre gravações divulgadas recentemente na Internet com críticas ao ministro e com comentários comprometedores sobre eleições na CBF, informa a agência de notícias Reuters. Em um áudio postado na plataforma audiovisual YouTube, cuja voz é atribuída a Marin, a pessoa que fala critica Aldo por não ter força política, numa conversa com um interlocutor não revelado. Em outros áudios publicados, a pessoa cuja voz é atribuída a Marin, que também preside o Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014, faz acertos com aliados sobre as eleições internas da CBF. ?Essas não são as melhores notícias que o Brasil tem a oferecer para a Copa, mas tenho expectativa que o presidente Marin vai prestar explicações?, afirmou Aldo Rebelo à Reuters.
Ex-artilheiro ataca
Não bastassem as gravações comprometedoras, Marin é alvo de uma investida política do ex-jogador e atual deputado federal, Romário, que pede explicações dele sobre sua atuação durante o período da ditadura militar. A cobrança começou depois que Marin usou o site da CBF para se defender de uma suposta campanha difamatória da sua atuação política naquele período. Nesta semana, Romário entregou na sede da CBF, no Rio, um abaixo-assinado com milhares de assinaturas pedindo a saída de Marin.
Estremecidas
As relações entre a esfera federal e José Maria Marin estão em seu momento mais crítico após o vazamento dos áudios. A pressão sobre o presidente da CBF e do COL aumentou. Por meio de sua assessoria, Marin disse que tem ?uma relação direta e transparente com o ministro e não vai comentar as declarações?. Sobre as gravações atribuídas a Marin, já que apenas sua voz é identificada sem imagens ou interlocutores, a assessoria disse que ele não faria comentários.
Corpo fora
Apesar de cobrar explicações do presidente da CBF e do COL, Aldo diz que o governo não se envolverá na polêmica sobre as gravações. ?O trabalho do presidente do Comitê Organizador Local e do presidente da CBF é uma atribuição dele e não do governo?, justificou, antes de fazer novas cobranças. ?O Brasil tem órgãos de fiscalização, de controle, de vigilância, tudo aquilo que merecer uma investigação nós temos as instituições legítimas para essa finalidade?, afirmou.








