O ano de 2026 começou com uma descoberta surpreendente para a astronomia. Pesquisadores identificaram o asteroide 2025 MN45, com cerca de 710 metros de diâmetro, que chamou atenção não apenas pelo tamanho, mas pela velocidade de rotação: ele completa um giro em menos de dois minutos, um recorde para um corpo celeste tão grande.
A detecção foi possível graças ao Observatório Vera Rubin, no Chile, que abriga a maior câmera digital do mundo, a LSST. É a primeira vez que dados do equipamento são utilizados em um estudo revisado por pares, publicado na revista The Astrophysical Journal na última quarta-feira (7).
Segundo os cientistas, a maioria dos asteroides é formada por aglomerados de escombros pouco resistentes, que tendem a se despedaçar quando giram rapidamente. No cinturão principal, entre Marte e Júpiter, apenas aqueles compostos por materiais muito fortes conseguem resistir a rotações inferiores a 2,2 horas. O fato de o 2025 MN45 ultrapassar esse limite sem se fragmentar intrigou os pesquisadores.
“Este asteroide deve ser feito de um material com altíssima resistência para se manter íntegro enquanto gira tão rapidamente. Calculamos que ele precisaria de uma força coesiva semelhante à de uma rocha sólida”, afirmou a astrônoma Sarah Greenstreet, autora principal do estudo.
Entre as hipóteses levantadas estão a possibilidade de o objeto ser formado por materiais compactos e resistentes ou de ser um fragmento sólido remanescente de um corpo muito maior. Além dele, outros três asteroides de grande porte também foram identificados com rotações rápidas e seguirão sob observação.
A proximidade relativa da Terra e a tecnologia avançada do Vera Rubin devem facilitar novas análises. “Mesmo em fase inicial de operação, o Rubin já nos permite estudar com sucesso uma população de asteroides pequenos e de rotação muito rápida, antes inacessíveis”, concluiu Greenstreet.
Com informações do Metrópoles








