Cientistas responsáveis pelo maior colisor de partículas do mundo, o LHC, informaram nesta terça-feira (30) que conseguiram obter choques de prótons geradores de uma energia recorde de 7 TeV (tera ou trilhões de eletron volts), a energia máxima almejada pelo laboratório. O objetivo é recriar condições similares ou miniversões do Big Bang, a grande explosão que teria dado origem ao universo. Os impactos conseguidos agora chegaram a três vezes o máximo obtido anteriormente.
No fim de novembro do ano passado, o equipamento já havia atingido a marca de 1,18 TeV – posteriormente ainda chegando a 2,36 TeV -, e com isso já se tornando o acelerador de partículas de energia mais alta do mundo.
Os detectores do Grande Colisor de Hadrons (LHC, em inglês), instalado na fronteira entre França e Suíça, marcaram o choque de partículas subatômicas a uma velocidade próxima à da luz. Cada colisão entre as partículas cria uma explosão que permite que milhares de cientistas vinculados ao projeto em todo o mundo rastreiem e analisem o que aconteceu um nanossegundo depois do hipotético Big Bang original, 13,7 bilhões de anos atrás.
O Cern (Organização Européia de Pesquisa Nuclear) reativou o LHC em novembro, depois de paralisá-lo nove dias depois do lançamento inicial, em setembro de 2008, quando a máquina se superaqueceu devido a problemas no cabo supercondutor que conecta dois ímãs de refrigeração. Os cientistas esperam que a grande experiência lance luz sobre mistérios importantes do cosmos, como a origem das estrelas e dos planetas e o que exatamente é a matéria escura
São 27 quilômetros de circunferência, 8,6 quilômetros de diâmetro e 100 metros de profundidade. Pelo menos oito mil cientistas e engenheiros fazem parte do projeto. No total de gastos, a máquina custou US$ 5 bilhões. Só a conta de luz anual será de US$ 28 milhões.

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