Minas Gerais deverá superar, neste ano, o valor das exportações registradas em 2008, o melhor ano do comércio exterior até agora, quando o Estado vendeu para o mercado internacional o total de US$ 24,44 bilhões. A previsão foi feita a partir dos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), segundo os quais as exportações brasileiras deverão atingir até o final do ano US$ 180 bilhões.
?Se Minas Gerais mantiver a participação de 13,6% nas exportações nacionais, a expectativa é de que em 2010 as vendas externas mineiras superarão o recorde alcançado naquele ano, dissipando assim os efeitos da crise internacional?, disse o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Sergio Barroso, durante o lançamento do Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais 2010, feito pelo secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana Rodrigues.
Sergio Barroso confirmou que o excelente momento de expansão do comércio exterior é resultado do trabalho da SEDE, por meio da Subsecretaria de Assuntos Internacionais (Seain) e da Central Exportaminas, que estão desenvolvendo ações de inteligência comercial para promover a competência e a excelência dos produtos mineiros.
O comércio internacional de Minas Gerais, na última década, foi marcado por forte crescimento da demanda internacional por commodities, liderado pela China. O Estado beneficiou-se de forma destacada, com o ritmo de expansão das exportações três vezes superior ao mundial e acima da média brasileira.
Entre 2003 e 2008, número de empresas exportadoras cresceu de 1.314 para 1.728. Também a pauta exportadora se diversificou de forma a incluir 2704 códigos distintos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCMs). Já o número de países compradores de produtos mineiros chegou a 185, qualificando o Estado como um verdadeiro fornecedor global. Entre 2003 e 2008, o valor exportado saltou de US$ 7,4 bilhões para US$ 24,4 bilhões.
Os últimos dados do MDIC confirmam o minério de ferro como o principal item da pauta de exportação de Minas Gerais. Café, ferronióbio, ouro, celulose, açúcar e automóveis são os outros destaques pela performance da balança comercial estadual. Os principais municípios exportadores são Itabira, Ouro Preto, Araxá, Varginha, Betim, Nova Lima, Ouro Branco, Belo Oriente, Paracatu e Juiz de Fora.
Aeroporto Industrial
Durante o evento, o subsecretário de Assuntos Internacionais, Luiz Antônio Athayde, informou que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) já publicou o edital para credenciar o operador master do Aeroporto Indústria no Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN). Os interessados terão até a primeira semana de agosto para apresentar propostas.
O edital de concorrência vai escolher a empresa responsável pela gestão do Aeroporto Industrial. O edital segue a Instrução Normativa 241. O gestor será responsável também em buscar as empresas do segmento de alta tecnologia, da chamada nova economia, como componentes eletrônicos, bionanotecnologia, área farmacêutica e comércio eletrônico, em que a logística aérea é crítica no Brasil.
O Aeroporto Industrial ocupará uma área de 46 mil metros quadrados dentro do sítio aeroportuário e terá um potencial para geração de mil empregos diretos. O AI será um hub logístico multimodal capaz de assegurar rapidez, agilidade e acessibilidade a fornecedores e consumidores no mundo inteiro.
Além de ter suas linhas de produção instaladas próximas ao terminal de carga, as empresas instaladas na área vão trabalhar com regime fiscal diferenciado, que prevê suspensão de impostos. Este benefício pode se tornar importante diferencial competitivo no mercado internacional. O Aeroporto Industrial mineiro foi autorizado pela Receita Federal em 2005 e está operando desde agosto de 2006, desde a inauguração da empresa piloto Clamper, produtora de protetores contra sobretensões elétricas.

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