Quando a professora aposentada Elisabeth Impellizieri, 68, recebeu a notícia de que seu namorado havia morrido, em setembro do ano passado, sua primeira reação foi desejar a própria morte. Tudo pareceu parar naquele momento. Não queria mais viver. Beth, como é chamada por amigos, vivia, há dois anos, momentos de grande felicidade ao lado do aposentado Wellington da Silva,66, após dois casamentos fracassados. Foi um amor descoberto na terceira idade, mas que eu defino como um encontro de almas.
Depois de três meses vivendo em profunda depressão, Beth viu sua vida mudar com a chegada de Winie, uma cadela lhasa apso, na época com 3 meses. Ela me tirou do mundo paralelo em que eu estava vivendo e me trouxe muita alegria. Eu só tinha forças para sair da cama para cuidar dela,contou a professora.
A influência dos cães no processo de cura de doenças nos humanos é objeto de estudos dos cientistas há muitos anos. Os primeiros relatos datam da década de 60 na Europa. O cão sente uma empatia muito grande pelo seu dono. Ele percebe a dor do outro e tenta mudar de alguma forma aquela situação, explica a veterinária e especialista em saúde animal Bárbara Goloubeff.
Um estudo realizado em 2009, no Japão, comprovou que a relação entre o cão e o humano aumenta o bem-estar sentido pelo dono. O estudo constatou que o nível de ocitocina, hormônio que desperta a sensação de apego, aumentava até dez vezes mais quando os voluntários brincavam com seus cachorros. O cão leva carinho, felicidade e trabalha na redução da ansiedade e da tensão da pessoa. A partir do toque, estabelece-se uma troca entre eles, afirma a especialista. Os cães se envolvem emocionalmente.
E, em situações de risco iminente, os cachorros também atuam na defesa de seu dono. É o que dizem especialistas. Era por volta das 23h, em novembro do ano passado, quando a empresária Érica Brasiliense, 36, foi acordada por sua cadela Mel, uma york shire de 10 anos.
Um incêndio consumia a cozinha. Mel passava a pata insistentemente no rosto de Érica e latia em seu ouvido na tentativa de despertá-la. Quando acordei, a Mel apontava o focinho na direção da cozinha. Foi aí que eu percebi que a casa estava toda enfumaçada, contou a empresária. O motivo da fumaça foi uma panela com água esquecida no fogão. Quando cheguei à cozinha, não enxergava nada por conta da concentração de fumaça. A panela estava preta e o interruptor, derretido. A empresária, que estava sozinha e, por pouco, não teve a casa incendiada, afirma ter vivido de novo. Ela salvou a minha vida.

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