Com disciplina tática e craques, o Boca Juniors mostrou porque já conquistou a Copa Libertadores seis vezes e é um dos melhores times do mundo. Ontem, no Mineirão, a equipe argentina provou a sua força e, com a primeira vitória sobre o Cruzeiro no Mineirão, conquistou a vaga nas quartas-de-final da competição continental. O Boca não se intimidou diante de quase 70 mil cruzeirenses e precisou somente do primeiro tempo para marcar dois gols e adiar o sonho celeste de conquistar o tricampeonato sul-americano. O talento de Riquelme, Palermo, Dátolo e Palacio garantiu uma vitória tranqüila por 2 a 1, mesmo placar conquistado na semana passada, no estádio La Bombonera, em Buenos Aires. Nas quartas-de-final, o atual campeão continental enfrentará o Atlas, do México, que eliminou o Lanús, da Argentina, na terça-feira.
O Boca Juniors começou a partida com forte marcação na intermediária, encurtando os espaços do Cruzeiro, que tentou partir para o sufoco. Riquelme, bem marcado por Fabrício, com Marquinhos Paraná na sobra, não conseguia produzir jogadas de efeito, mas seus companheiros seguravam o jogo, com passes laterais. Pelo lado do Cuzeiro, apenas Wagner tentou alguma coisa nos cruzamentos para Guilherme e Marcelo Moreno, rebatidos pelos defensores portenhos.
Mas, aos 36 min, numa jogada rápida de contra-ataque pela esquerda, Palacio soltou a bomba no ângulo esquerdo de Fábio que não teve a menor chance de defesa. O gol deu moral ao time argentino, que passou a tocar a bola à espera do final do primeiro tempo. O castigo celeste veio aos 44min. O atacante Palermo cabeceou livre, após falha geral da defesa estrelada. O Boca levou para o vestiário uma vantagem preciosa. O Cruzeiro só se classificaria se marcasse quatro gols em apenas 45 minutos.
Logo na saída de bola, na segunda etapa, o Cruzeiro partiu com tudo para cima dos argentinos. Wagner, aos 11min, fez um golaço de voleio que levantou os quase 70 mil torcedores que lotaram o Mineirão. O gol levantou o astral dos homens de frente do time mineiro, que criaram várias chances, mas desperdiçaram todas. Numa delas, Marcelo Moreno cabeceou na trave de Caranta.
O técnico Adilson Batista ainda tentou melhorar o rendimento do time com as entradas de Apodi e Henrique nos lugares de Jonathan e Charles, respectivamente. Os jogadores argentinos usaram a catimba para deixar o tempo passar. Para piorar ainda mais a situação, Ramires abusou das faltas e acabou expulso.
Hino Quando o árbitro chileno Carlos Chandia apitou o final da partida, os argentinos comemoram muito. À equipe celeste restou o consolo de ouvir quase os torcedores cantarem o hino do clube na saída dos jogadores rumo ao vestiário, em reconhecimento ao esforço do elenco na tentativa de conquistar a classificação.
Mas o Cruzeiro não pára. No sábado começa outro desafio para os comandados de Adilson Batista. Estará em jogo o Campeonato Brasileiro, competição que o time celeste tentará conquistar pela segunda vez. O adversário será o Vitória, às 18h10, no Barradão, em Salvador.








