A matemática do futebol não é tão exata como a aritmética que é ensinada nas escolas. Prova disso é a reviravolta dada pelo Cruzeiro após a vitória por 2 a 0 diante da Universidad de Chile (CHI), nessa quinta-feira, jogando fora de seus domínios, pela quinta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores.
Antes do confronto com os chilenos, a Raposa tinha apenas 11% de chances de classificação às oitavas de final, segundo cálculos do matemático Tristão Garcia, do site Infobola. Com o triunfo em Santiago, no Chile, a estatística ficou mais favorável e os cruzeirenses, agora, passam a ter 48% de possibilidades de seguir adiante na competição. A nova probabilidade também é de autoria de Tristão Garcia.
Se a Raposa melhorou sua condição, não se pode dizer a mesma coisa em relação ao atual cenário dos adversários diretos do clube. A Universidad de Chile passou a ter 64% de chances de ir às oitavas, sendo que antes da derrota para os celestes os chilenos somavam 91% de possibilidades de passar de fase.
O Defensor (URU), que chegou a ter 98% de chances de classificação, agora tem 88% e fará na próxima semana o duelo decisivo com a La U. Dependendo do resultado do jogo entre Cruzeiro e Real Garcilaso (PER), no Mineirão, chilenos ou uruguaios podem ficar fora da Libertadores.

Galo empata e vai às oitavas
Novo esquema tático, mais qualidade no passe com Guilherme em campo, Victor fazendo milagres e o empate em 1 a 1 com o Santa Fe, em solo colombiano, que garantiu a classificação do Atlético para a próxima fase da Copa Libertadores. Com isto, mais tranquilidade para o duelo com o Cruzeiro, na primeira partida da final do Campeonato Mineiro.
O primeiro clássico contra o Cruzeiro será às 16h deste domingo, na Arena Independência. O Galo terá torcida única, já que os celestes dispensaram os 10% dos ingressos, que deveriam ser cedidos. *O jogo. *A torcida fez a sua parte no início da partida e, com bandeiras, papel picado, fumaça e muitos gritos, tentou dar o ânimo necessário para o Santa Fe pressionar logo nos primeiros minutos. Dito e feito. Atlético começou mais atrás, mas, com a marcação encaixada, deu poucas brechas.
Resultado? Ataque veloz certeiro pela direita e placar aberto logo aos 7 min. Jô dominou e achou Guilherme pelo meio indo em direção ao gol; passe feito, marcação superada e gol feito. Os hinchas do Expresso Vermelho murcharam e apenas as duas torcidas organizadas – em lados opostos, atrás dos gols – esboçaram os gritos para ver a sua equipe reagir. Em campo, o Galo continuou com as linhas defensivas bem postadas, com o Santa Fe testando as laterais, sem muitos sucessos.
E o Guilherme? Ele correu para marcar, mostrou-se ligado nos contra-ataques e serviu seus companheiros de ataque. Apenas Jô correspondia mostrava-se mais ativo, mas Ronaldinho tinha seus lapsos de genialidade e quase surpreendeu o arqueiro Vargas no início do segundo tempo com um toque de cobertura, sem êxito. Sem encontrar brechas na defesa alvinegra, o Santa Fe chegou ao tento da igualdade pelo alto aos 18 min da etapa final: testada de Cuero nas costas de Otamendi sem chances para Victor.
Empate no marcador e Autuori resolveu agir – já havia sacado o inoperante Tardelli – e colocou Neto Berola na vaga de Guilherme e Marion para a saída de Donizete. A mudança não diminuiu a pressão colombiana e Victor teve de agir com milagres a queima roupa contra Cuero e Medina. O empate, com isto, acabou sendo lucro para o Atlético.

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