A cúpula da Procuradoria-Geral da República começará nesta segunda-feira (20) uma espécie de pente fino em eventuais nulidades na investigação do caso Flavio Bolsonaro. O trabalho será feito após pedido do presidente do STF, Dias Toffoli, para que a PGR opine sobre a suspensão de investigações contra Flávio Bolsonaro no Rio, como quer a defesa do senador.

Flávio tenta uma decisão provisória para suspender a apuração do Ministério Público do Rio que investiga a prática de “rachadinha” (repasse de parte dos salários dos servidores), na época em que ele era deputado estadual. A suspeita é de lavagem de dinheiro e peculato (apropriação de dinheiro público).

A defesa de Flávio pediu a suspensão dos inquéritos em 18 de dezembro, na última semana de trabalho do Judiciário em 2019. Toffoli, que estava no comando do plantão do Judiciário até sábado, pediu para a PGR se manifestar sobre o tema.

Segundo o blog da Andréia Sadi no G1, a ideia da PGR é ter um “juízo preliminar” até quinta-feira (23), sobre o pedido de Toffoli e divulgar sua manifestação até o fim do mês.
O plantonista do Judiciário desde domingo (19) até o dia 31 de janeiro é o vice-presidente da Corte, ministro Luiz Fux.

Se a PGR se manifestar até lá, ele pode – se achar que é urgente – deliberar ainda no recesso. Após o recesso, reassume o caso o ministro Gilmar Mendes, relator do caso.
Fontes ouvidas pelo blog afirmam, no entanto, que a cúpula da PGR descarta opinar pelo arquivamento da investigação- como pleiteia a defesa de Flavio.

Mas auxiliares técnicos da PGR vão analisar eventuais “vícios processuais” na investigação a partir desta segunda-feira – o que pode levar a uma decisão parcialmente favorável a Flávio, caso avaliem que houve alguma nulidade.

 

Fonte: G1 ||
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