De acordo com a apuração feita pela Corregedoria da Receita Federal, Gilberto Souza Amarante, que é filiado ao PT de Arcos, teria usado os sistemas da Receita para vasculhar a vida fiscal do dirigente tucano sem motivação profissional pelo menos até novembro do ano passado. [Os acessos] para os fins que não os de interesse do serviço caracterizam infração funcional, informa o relatório da corregedoria datado do dia 30 do mês passado, conforme divulgado pela Folha de São Paulo.
De acordo com as investigações, o servidor acessou por duas vezes os dados de EJ de forma imotivada na agência de Formiga. Disso se concluí que Gilberto Souza Amarante realizou pesquisa direcionado ao CPF ou ao nome de Eduardo Jorge Caldas Pereira?, mostra o relatório da Corregedoria da Receita.
Amarante teria acessado primeiro os dados de outro contribuinte chamado Eduardo Jorge por apenas alguns segundos e, logo depois, acessado os de EJ por um período bem maior.
O analista da Receita em Formiga havia alegado que acessou os dados de Eduardo Jorge por engano e que procurava um homônimo. Mas a versão dele contradiz ao que foi apurado pela Corregedoria da Receita.
A consulta realizada aos dados do tucano ocorreu no banco de dados chamado levantamento cadastral amplo. Nesse modo, não há somente informações como endereço e CPF, mas também dados das empresas nas quais o contribuinte tem participação.
A Folha de São Paulo revelou em junho que cinco declarações de renda integrais de EJ circularam nas mãos de pessoas ligadas ao chamado grupo de inteligência da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT). Além do vice-presidente do PSDB, outras pessoas próximas ao candidato tucano José Serra, incluindo a filha dele, Verônica Serra, tiveram seus sigilos fiscais violados numa agência do fisco em Mauá (SP).

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