Formiga

Delegada se manifesta pelas redes sociais e nega irregularidades apontadas pelo MP

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Redação Últimas Notícias

Na tarde dessa quarta-feira (22), o Ministério Público, por meio da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Formiga, divulgou informações sobre decisão de caráter liminar favorável em Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pela prática de atos de improbidade administrativa contra o casal de delegados Maria Eduarda dos Santos Lobato Leite e Joubert José Silva Leite, que atua no município.

Na ação, o Ministério Público requer a condenação dos delegados às sanções previstas no art. 12 da Lei de Improbidade, entre elas a perda do cargo público e o pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial resultante do enriquecimento ilícito.

Após não ser encontrada pelo portal, Maria Eduarda Lobato, que possui mais de 20 mil seguidores no Instagram, se manifestou por meio da rede social em extensa nota em que nega qualquer irregularidade nas atuações dela e do marido junto à Polícia Civil.

Confira a íntegra da nota:

“A imprensa nacional está divulgando uma matéria informando que há uma ação judicial proposta pelo Ministério Público contra eu (sic) e meu marido discutindo a nossa atuação junto à empresa Mary Kay e o serviço público (tal ação está tramitando em segredo de justiça, porém mesmo assim a imprensa foi informada e publicou).

O certo é que estamos chateados com as colocações, porém esperançosos de que tudo se resolverá da melhor forma possível. Eu sempre pratiquei Mary Kay de forma transparente e pública, sabedora de que esta atividade não era incompatível e nem prejudicaria o serviço público (tanto é que somos avaliados internamente no serviço público e sempre obtivemos notas próximas ao máximo).

Atuo na Mary Kay há 05 anos e sempre publiquei tal fato nas redes sociais, porém, com estranheza, somente agora o Ministério Público ajuizou ação contestando tal fato.

Informo ainda que a Corregedoria de Polícia Civil, a qual estamos vinculados, já teve oportunidade de analisar o fato e entendeu não haver incompatibilidade.

Com relação aos “eventuais” plantões que meu marido tirou em meu lugar, tal fato se deve ao deslocamento à noite (às vezes de madrugada), para não deixar nossos filhos em tenra idade sem minha companhia durante este período noturno (esclareço que antes da nossa primeira filha nascer, meu marido nunca fez plantão para mim). Porém, agora estão alegando que as substituições se deram para que eu me empenhasse na empresa de cosméticos, o que não condiz com a realidade. Referidos plantões eram de conhecimento de todos e nunca trouxe prejuízo ao serviço público prestado em razão da impessoalidade e continuidade do serviço.

Deve ser constado ainda que no cenário nacional existem várias servidoras públicas (federais, estaduais e municipais), das mais diversas áreas, que atuam como consultoras de beleza e/ou digitais influencers, não sendo eu percursora de tal fato. Nosso advogado está tomando as medidas judiciais cabíveis para o esclarecimento dos fatos”.

O Últimas Notícias também está tentando contato com o marido da delegada.

Polícia Civil

De acordo com a Polícia Civil, o órgão de segurança já foi notificado sobre a Ação Civil Pública, movida em desfavor do casal de delegados, por intermédio da Corregedoria Geral e que não coaduna com qualquer conduta que afronte a Lei Orgânica da corporação.

Apesar da informação divulgada pela delegada de que tal conduta já havia sido alvo de análise da Corregedoria da PC, a qual julgou improcedente a informação de que o trabalho paralelo da servidora estivesse causando danos ao serviço público, foi informado pela Polícia Civil na quarta-feira (23), que foi instaurada uma sindicância para apurar eventual conduta ilícita dos servidores na esfera disciplinar e/ou criminal.