Fila de espera lotada, falta de vagas para internação, foi essa a situação encontrada pela equipe do jornal Nova Imprensa no Pronto Atendimento Municipal (PAM), na terça-feira (13).
Pacientes que esperavam atendimento entraram em contato com a redação do jornal para reclamar da demora no atendimento. Mães com crianças de colo e idosos esperando para ser atendidos por mais de duas horas.
De acordo com Ana Paula Almeida, acompanhante de um dos pacientes, ela chegou ao Pronto Atendimento as 12h30 e até às 14h, nenhum paciente havia sido chamado pelos médicos.
A médica de plantão no PAM, Marcela Moura, informou que os pacientes são atendidos de acordo com a emergência. ?Nós atendemos primeiro os casos mais graves, por isso alguns pacientes reclamam da demora?, informou.
Assim que a equipe do jornal chegou ao hospital e começou a colher as informações, os pacientes, imediatamente, começaram a ser chamados pelos enfermeiros.
De acordo com funcionários do PAM, que não quiseram se identificar, dois médicos estavam de plantão, mas a demora se deu porque os profissionais estavam conferindo os exames que chegaram na parte da manhã.
Funcionários informaram ainda que o hospital está lotado, e com isso, não há vagas para internação, até a sala de observação está cheia de pacientes. No momento em que um repórter esteve no local, havia cerca de 15 fichas para atendimento.
Alguns pacientes acionaram a Polícia Militar e fizeram um Boletim de Ocorrência. De acordo com o militar Luiz Carlos, o B.O. de número 11.638, será encaminhado para o Ministério Público.
Ainda de acordo com funcionários, a situação do Pronto Atendimento está precária. Não há vagas para internação, os pacientes chegam e eles ficam sem saber o que fazer. Além de toda precariedade, os funcionários recebem represálias por parte dos pacientes que ficam nervosos devido à demora no atendimento.

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