Em 2010, o cientista Marino Morikawa deu início a um ambicioso projeto em prol do meio ambiente: a despoluição da lagoa El Cascajo, no Peru, que havia sido transformada em depósito ilegal de lixo.
Após realizar análise aquática da região e contar com a ajuda da comunidade para trabalhos manuais de retirada de resíduos, Morikawa apostou na ciência e, usando a nanotecnologia, criou bombas e biofiltros que despoluíram a lagoa em apenas dois meses.

Como a nanotecnologia é capaz de ajudar o meio ambiente

Para colocar o projeto em prática, o pesquisador inventou um dispositivo que gera nanobolhas, invisíveis a olho nu, que capturam e eliminam as bactérias que poluem a água. Sua experiência ganhou destaque até em palestras do TEDxTalks.

A redução de contaminantes e matéria orgânica que roubavam o oxigênio da água da lagoa foi tão drástica que, em sete meses, peixes e aves já começaram a voltar ao local, antes abandonado pelos animais.

Os próximos alvos do cientista, de acordo com reportagem do site Portal Amazônia, são o lago Titicaca e a lagoa Huacachina. Agora, ele já conta com o apoio do governo peruano e de voluntários motivados pelos resultados da lagoa El Cascajo.

Uso de Nanobolhas para melhoria da qualidade de àguas poluídas é tema de pesquisa da FSP USP
Demonstrar a viabilidade técnica, econômica e ambiental da aplicação de tecnologia de nano bolhas na melhoria da qualidade das águas do rio Pinheiros é o objetivo de trabalho cientifico iniciado pela Dra. Paula A. D. Vilela, pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, sob orientação do professor Pedro Caetano Mancuso, docente do Departamento de Saúde Ambiental da mesma Faculdade.

Na literatura não há testes em desenvolvimento do uso do sistema de geração de nanobolhas em alta concentração e vazão em larga escala, em rios poluídos de grandes metrópoles. Entretanto, pesquisas têm demonstrado excelentes resultados com nanobolhas em novas aplicações, incluindo remediação de águas subterrâneas contaminadas, enriquecimento de solo para agronegócio, otimização de processo de flotação para tratamento de efluentes.

A tecnologia consiste na produção controlada de um fluido rico em nanobolhas, a partir de diferentes líquidos e gases, gerando uma dispersão dessas nanobolhas paramagnéticas de oxigênio, que promovem a alteração do estado físico do líquido fonte. Entre outras particularidades, ocorre a alteração dos padrões físico químicos, aumentando a saturação de oxigênio no meio, podendo chegar a concentrações de dezenas de miligramas de oxigênio dissolvido, mesmo após o período de aplicação, ainda que não haja nenhuma ação adicional de O2.

 

 

Fonte: Fonte: PAULO NOBUO/VIX, FSP USP ||

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