A dica de leitura das bibliotecas públicas de Formiga para esta semana é o livro Escravidão.

Ele é um daqueles livros em que a leitura desce engasgada e seu corpo se enrijece a cada virada de página. É humanamente impossível ler e não se indignar.

O livro de cunho mais jornalístico, inicia sua narrativa com o primeiro leilão de escravizados em Portugal, atravessa quase dois séculos e termina narrando a morte de Zumbi dos Palmares.

Traz- à tona detalhes sobre o lucrativo mercado de escravos, a dura travessia em péssimas condições de higiene nos porões dos navios negreiros, trechos de cartas, diários e documentos oficiais da época.

O livro se propõe a não ensinar de maneira didática, entretanto com sua linguagem de fácil entendimento, explica o que foi a escravidão e sua relação com a formação da identidade brasileira. Não há floreios, amenizações, apenas números. Números que são racionais ou seriam irracionais? Afinal existe racionalidade em transformar o próximo em um objeto?

Para escrever este primeiro livro de sua trilogia, foi preciso que o autor visitasse 12 países em três continentes por um período de seis anos. Sua pesquisa descortina um passado assombroso que ainda reflete sobre o mundo atual.

É certo que de alguma maneira todos nós somos descendentes de alguém que escravizou ou que foi escravizado. Em Escravidão não há lados da moeda, apenas fatos sobre um passado que ainda se faz presente.

Visitar o passado, refletir o presente e tentar mudar o futuro por isso a leitura desse livro é necessária. A necessidade de se fazer as pazes com nossa derradeira história e curar feridas que ainda estão expostas, mas nem sempre visíveis.

Quer conhecer mais sobre essa obra? Ela está disponível para empréstimo na Biblioteca Pública Municipal “Dr. Sócrates Bezerra de Menezes”.

Fonte: Bibliotecas Públicas

 

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