A estrutura do Hospital de Campanha de Divinópolis começou a ser desmontada nesta segunda-feira (1º).

A decisão foi tomada pelo Comitê Macrorregional Covid-19 Oeste com base no cenário epidemiológico que tem se mostrado favorável para a desmobilização destes leitos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), a previsão é que toda a estrutura seja retirada até o fim desta semana.

“Depois de tanto tempo de sofrimento nesse ambiente que foi pesado durante quase dois anos de operação, a gente fica mais leve em ver esse processo de desmobilização porque significa que não tem tanta demandade leitos como antes”, disse o secretário de saúde Alan Rodrigo.

O hospital foi criado em 2020 para atender casos exclusivos da Covid-19. Os contêineres que abrigavam os leitos foram colocados no estacionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto.

Cerca de oito pessoas trabalhavam na desativação dos contêineres onde funcionavam 30 leitos de UTI e nas salas dentro da UPA onde funcionavam os leitos de enfermaria adulto e infantil para Covid-19.

Destinação dos móveis

O mobiliário utilizado no Hospital de Campanha pertence à Prefeitura. Todo material voltará para Secretaria de Saúde que ficará responsável por encontrar uma nova utilização. Os contêineres foram alugados e serão devolvidos à empresa responsável.

“O mobiliário que estiver em melhor estado vai para o lugar daqueles que precisam ser trocados aqui na UPA, o restante vai para o almoxarifado da Prefeitura e a medida que forem necessários o uso desses equipamentos faremos as trocas”, completou Alan.

Desmobilização

A Superintendência Regional de Saúde (SRS) anunciou a desativação de 51 leitos para pacientes com Covid-19 no Hospital de Campanha após a redução no número de infectados. Porém, ficarão remanescentes na UPA cerca de 20 Leitos de Suporte Ventilatório Pulmonar (LSVP).

A UPA Divinópolis será, novamente, conforme fluxo normal, a porta de entrada na rede (para cadastro no SUSfácil) dos pacientes Covid e não-Covid dos seguintes municípios: Divinópolis, São Sebastião do Oeste, Carmo do Cajuru, Araújos, Perdigão e São Gonçalo do Pará.

Uma vez dada a entrada, a regulação SUSfácil encaminhará os pacientes para a porta disponível mais próxima.

A microrregião Divinópolis contará com 12 leitos UTI no Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) que atenderão toda a macrorregião, em especial, casos de alta complexidade, Covid associado a outras comorbidades como oncologia, hemodinâmica, gestação de alto risco, cirurgia torácica e outras.

Assim, a orientação é que a Central Regional de Regulação Assistencial mantenha vagas nesses leitos, para evitar lotação.

Critérios considerados

Para a desativação dos leitos o Comitê levou em consideração os seguintes critérios. Veja:

  1. A taxa de ocupação dos leitos UTI da macrorregião Oeste tem ficado consistentemente abaixo dos 40%, tendo alcançado 29% na semana atual. Com a desativação, o total de leitos da macro passará de 169 para 139, resultando em uma taxa de ocupação de 35%, ainda favorável;
  2. O cenário epidemiológico tem se mostrado igualmente favorável, com consistência na onda verde há oito semanas;
  3. A Superintendência Regional de Saúde de Divinópolis recebeu os ofícios do Complexo de Saúde São João de Deus (nº 834/2021, em 28/09) e do Hospital São Judas de Oliveira (nº 130/2021, em 29/09) nos quais os hospitais informam interesse e disponibilidade em abrir leitos extras em eventual cenário de colapso futuro;
  4. A SES-MG, por meio da Diretoria de Atenção Hospitalar e Urgência e Emergência, posicionou-se favoravelmente à desmobilização, no contexto atual;
  5. A necessidade de 30 dias de prazo para desmobilização, informada pelo gestor do município de Divinópolis;
  6. A insuficiência da UPA para fins de absorção dos pacientes da microrregião, considerando que grande parcela da área foi revertida para os leitos Covid, o que causou a necessidade de reorganização na micro com porta de entrada em outros municípios como Pará de Minas, Itaúna e Cláudio.

Boletim

No último Boletim Diário, divulgado pela Prefeitura, as taxas de ocupação na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e enfermaria não foram atualizadas. Na divulgação, a somatória total de casos confirmados de coronavírus é de 21.638 desde o início da pandemia.

No informe anterior, eram 21.620 casos positivos. O número de pacientes internados na rede hospitalar do município está em 29, no boletim anterior eram 35 pessoas hospitalizadas.

Importância da vacina

Nenhuma vacina oferece proteção de 100% contra doenças, mas todas reduzem o risco de infecção, hospitalização e morte, principalmente depois da segunda dose.

É importante lembrar que vacinas funcionam, mas não são infalíveis. Ainda assim, apesar de a probabilidade de infecção após a vacina ser pequena, quanto mais a doença estiver circulando, maior é o risco de o imunizante falhar. Por isso a necessidade de vacinar o maior número de pessoas possíveis o quanto antes.

Fonte: G1

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