O ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, será mais uma vez convocado a depor na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado que investiga a gestão da pandemia da Covid-19 no Brasil.

Segundo o presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM), o novo depoimento será marcado para a próxima quarta-feira (26). A informação foi divulgada durante entrevista ao canal Grupo Prerrogativas no Youtube.

Na avaliação de Aziz, a oitiva com Pazuello foi “hilária” e repleta de mentiras. O requerimento para a nova convocação já foi apresentado e será votado no início da semana pelos integrantes da comissão.

“Ele estava com um habeas corpus debaixo do braço que permitia que ele falasse o que quisesse e que nada aconteceria com ele. Por isso, ele está sendo reconvocado quarta-feira. A gente espera que possa trabalhar sem a ingerência do Supremo nessa questão”, afirmou o presidente da CPI.

“O Pazuello foi lá e defendeu Bolsonaro como se estivesse defendendo o filho dele. Talvez um pai não mentisse tanto pelo filho como o Pazuello mentiu pelo Bolsonaro”, acrescentou Aziz.

Pazuello foi ouvido pela CPI da Covid na quarta (19) e na quinta-feira (20). Ele passou mal durante a primeira oitiva, e a sessão foi estendida para o dia seguinte. Durante o depoimento, o ex-ministro da Saúde tentou preservar o presidente Jair Bolsonaro e negou que o chefe do Executivo tenha interferido na sua gestão.

De acordo com o relator da comissão, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), Pazuello teria incorrido em 15 mentiras e contradições durante as falas.

A defesa do general havia conseguido um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para que Pazuello tivesse o direito de se manter em silêncio durante a oitiva caso as respostas pudessem levá-lo a produzir provas contra si mesmo.

Fonte: O Tempo Online

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