Ibiá, no Alto Paranaíba, teve o primeiro caso de morte de macaco por febre amarela confirmado. O resultado de um exame feito em uma amostra do animal no Instituto Evandro Chagas, no Pará, consta no boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) nessa quarta-feira (15). Por causa disso, a Prefeitura reforçou as medidas de combate à doença.

O macaco morto pelo vírus foi encontrado no dia 19 de janeiro na Fazenda Bela Vista, que fica em uma área rural próxima à BR-262, no sentido a Belo Horizonte.

Amostras de outro macaco, achado morto na cidade no fim de janeiro, também foram enviadas ao laboratório, mas o resultado ainda não saiu.

Ibiá não tem nenhum caso suspeito de febre amarela em humanos.

 

Medidas
A confirmação de uma morte de um dos animais pela doença coloca Ibiá na categoria 3 na classificação criada pelo Ministério da Saúde par medir a gravidade de epidemia em cada cidade.

Taisa Quintino, coordenadora de imunização na Vigilância em Saúde, órgão subordinado à Secretaria Municipal de Saúde, afirma que agora a vacinação na zona rural passa a ser feita com visitas de casa em casa.

“Antes a vacinação ocorria apenas em povoados próximos às fazendas. Agora amplia esse alcance. O mesmo acontece na área urbana. A vacinação de crianças, que normalmente só acontece a partir de nove meses, agora começa pelos seis meses de vida”, explicou.

 

Cartão de vacina
A situação aumenta o trabalho das equipes de saúde. Isso porque agora é preciso ter uma atenção ainda maior nas informações do cartão de vacinação.

Quem não tem a marca de recebimento da vacina contra febre amarela no cartão, recebe a dose. Mas existem riscos, caso a pessoa já tenha se vacinado e tenha, por exemplo, perdido o cartão e se esquecido de que já tomou a dose.

“Se a pessoa perde o cartão, tem que reiniciar o esquema. É preciso ressaltar a importância de se guardar o cartão, porque é um documento muito importante. O excesso de vacina pode gerar efeitos adversos, às vezes até graves”, pontuou.

 

Fonte: G1||

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