Explosão em fábrica de pólvora deixa um morto e dois feridos

Galpão fica a 18 km do centro de Santo Antônio do Monte. Os feridos foram transferidos para Belo Horizonte.

COMPATILHAR:

Galpão fica a 18 km do centro de Santo Antônio do Monte. Os feridos foram transferidos para Belo Horizonte.

Uma pessoa morreu e duas ficaram gravemente feridas na explosão de uma fábrica de pólvora, em Santo Antônio do Monte. O incidente ocorreu nesta sexta-feira (27), num galpão que fica a 18 km do centro da cidade, quase na divisa com Lagoa da Prata.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, os feridos são dois homens, de 24 e 45 anos, que estão inconscientes e sofreram queimaduras em mais de 90% do corpo. Eles foram transferidos de helicóptero para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. A vítima fatal, segundo a corporação, tinha 37 anos.
A Polícia Civil esteve no local, que foi isolado para os trabalhos da perícia. De acordo com o delegado Lucélio da Silva, da Delegacia de Polícia Civil de Santo Antônio do Monte, tudo indica que o acidente foi causado pela explosão de um equipamento que realiza misturas. Ele informou que um inquérito será instaurado ainda nesta sexta, para apurar se houve dolo. O delegado está aguardando o envio do boletim de ocorrência pela Polícia Militar para dar início às investigações. Segundo a Polícia Civil, uma equipe do Exército também esteve local.
Segundo Américo Libério da Silva, que é um dos coordenadores do Sindicato das Indústrias de Explosivos de Minas Gerais (Sindiemg), ainda não há informações sobre quantas pessoas estavam dentro do galpão no momento do incêndio. Ainda de acordo com o coordenador, neste tipo de fábrica, que fornece matéria-prima para fábricas de fogos de artifício, o número de funcionários é pequeno e não costuma ultrapassar de seis pessoas. As vítimas ainda não tiveram a identidade divulgada.
Mercado de explosivos
A cidade de Santo Antônio do Monte faz parte de um polo industrial pirotécnico que reúne fábricas de pólvora e fogos de artifício em seis municípios da região. Em 2012, outra explosão em uma fábrica de fogos deixou dois mortos. Ambos eram funcionários da empresa Fogos Estrela e trabalhavam no momento da explosão.
A produção de fogos de artifício movimenta a economia da região, e infelizmente, também registra alguns acidentes. Em setembro de 2013, uma pessoa morreu e outras duas tiveram queimaduras graves em uma explosão em uma dessas fábricas.
Em julho de 2014, quatro mulheres que trabalhavam na produção de bombas morreram após o barracão onde elas estavam explodir. Um quinto funcionário conseguiu sair do local e sofreu apenas ferimentos leves. Daiana Cristina Maciel, de 25 anos, Maria das Graças Gonçalves Siqueira, de 42, Marli Lúcia da Conceição, 39, e Maria José Campos, 26, eram funcionárias da Fogos Globo e morreram na hora.
Também no ano passado, em dezembro, um funcionário de uma fábrica de estalinhos perdeu três dedos de cada mão após um acidente na fábrica em que ele trabalhava.

Comentários
COMPATILHAR:

Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Explosão em fábrica de pólvora deixa um morto e dois feridos

Galpão fica a 18 km do centro de Santo Antônio do Monte. Os feridos foram transferidos para Belo Horizonte.

COMPATILHAR:

Galpão fica a 18 km do centro de Santo Antônio do Monte. Os feridos foram transferidos para Belo Horizonte.

 

Uma pessoa morreu e duas ficaram gravemente feridas na explosão de uma fábrica de pólvora, em Santo Antônio do Monte. O incidente ocorreu nesta sexta-feira (27), num galpão que fica a 18 km do centro da cidade, quase na divisa com Lagoa da Prata.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, os feridos são dois homens, de 24 e 45 anos, que estão inconscientes e sofreram queimaduras em mais de 90% do corpo. Eles foram transferidos de helicóptero para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. A vítima fatal, segundo a corporação, tinha 37 anos.

A Polícia Civil esteve no local, que foi isolado para os trabalhos da perícia. De acordo com o delegado Lucélio da Silva, da Delegacia de Polícia Civil de Santo Antônio do Monte, tudo indica que o acidente foi causado pela explosão de um equipamento que realiza misturas. Ele informou que um inquérito será instaurado ainda nesta sexta, para apurar se houve dolo. O delegado está aguardando o envio do boletim de ocorrência pela Polícia Militar para dar início às investigações. Segundo a Polícia Civil, uma equipe do Exército também esteve local.

Segundo Américo Libério da Silva, que é um dos coordenadores do Sindicato das Indústrias de Explosivos de Minas Gerais (Sindiemg), ainda não há informações sobre quantas pessoas estavam dentro do galpão no momento do incêndio. Ainda de acordo com o coordenador, neste tipo de fábrica, que fornece matéria-prima para fábricas de fogos de artifício, o número de funcionários é pequeno e não costuma ultrapassar de seis pessoas. As vítimas ainda não tiveram a identidade divulgada.

 

Mercado de explosivos

A cidade de Santo Antônio do Monte faz parte de um polo industrial pirotécnico que reúne fábricas de pólvora e fogos de artifício em seis municípios da região. Em 2012, outra explosão em uma fábrica de fogos deixou dois mortos. Ambos eram funcionários da empresa Fogos Estrela e trabalhavam no momento da explosão.

A produção de fogos de artifício movimenta a economia da região, e infelizmente, também registra alguns acidentes. Em setembro de 2013, uma pessoa morreu e outras duas tiveram queimaduras graves em uma explosão em uma dessas fábricas.

Em julho de 2014, quatro mulheres que trabalhavam na produção de bombas morreram após o barracão onde elas estavam explodir. Um quinto funcionário conseguiu sair do local e sofreu apenas ferimentos leves. Daiana Cristina Maciel, de 25 anos, Maria das Graças Gonçalves Siqueira, de 42, Marli Lúcia da Conceição, 39, e Maria José Campos, 26, eram funcionárias da Fogos Globo e morreram na hora.

Também no ano passado, em dezembro, um funcionário de uma fábrica de estalinhos perdeu três dedos de cada mão após um acidente na fábrica em que ele trabalhava.

Redação do Jornal Nova Imprensa O Tempo

Comentários
COMPATILHAR:

Sobre o autor

André Ribeiro

Designer do portal Últimas Notícias, especializado em ricas experiências de interação para a web. Tecnófilo por natureza e apaixonado por design gráfico. É graduado em Bacharelado em Sistemas de Informação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.