A reunião na tarde de quarta-feira (14) entre o Comitê de Enfrentamento à COVID-19 da Prefeitura de Belo Horizonte e o prefeito Alexandre Kalil (PSD) não teve uma decisão sobre a reabertura da atividade comercial na cidade. O Executivo sofre pressão pela retomada dos serviços considerados não essenciais e também pela manutenção ou até novas restrições.

Segundo a prefeitura, a principal questão é a falta de medicamentos na rede hospitalar. “Em que pese a melhora dos índices de monitoramento, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 avalia as perspectivas de suprimento de insumos e medicamentos destinados à rede hospitalar de Belo Horizonte, para a tomada de decisões em relação à reabertura das atividades na cidade”, diz comunicado emitido pela PBH.
Novas reuniões vão acontecer e, segundo o Executivo, podem ser postergadas até sexta-feira (16), data limite para uma decisão. O comitê é formado pelos infectologistas Estevão Urbano, Carlos Starling e Unaí Tupinambás e pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado. O encontro desta quarta aconteceu após o Executivo ver uma melhora nos números do coronavírus na cidade. O boletim epidemiológico mais recente da cidade, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nessa terça-feira (13/4), indica que apenas o índice de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) COVID-19 está no vermelho, com 86,1%.
A ocupação de leitos de enfermaria caiu para 68,4%, na faixa amarela, e a transmissão está em 0,88, na faixa verde, o que indica controle. A capital mineira totaliza 158.533 casos e 3.708 mortes, segundo esses dados da Prefeitura de BH.
Desde 13 de março deste ano, BH está praticamente fechada em decorrência da evolução dos casos de coronavírus. Praças públicas e pistas de atividades ao ar livre e funcionamento de certos serviços que estavam liberados, como retirada de comida na porta de restaurantes, são algumas das proibições mais recentes. Somente serviços considerados essenciais podem funcionar na capital desde 6 de março. Esse foi o quarto fechamento do comércio na cidade, com o começo da pandemia.
A cidade chegou a ter também toque de recolher das 20h às 5h a partir de 16 de março, medida proporcionada pela onda roxa do plano Minas Consciente, do governo de Minas. Contudo, a alternativa para conter a pandemia foi barrada após decisão judicial. A capital segue na onda roxa do programa estadual.

Fonte: Estado de Minas

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