Não basta a compra de inúmeros móveis e eletroeletrônicos feita ano a ano por Executivo, Legislativo e Judiciário. Na lista de aquisições feitas pelos Três Poderes são facilmente encontrados artigos no mínimo curiosos e, em alguns casos, de luxo. Ao longo de 2013, o carrinho de compras dos órgãos federais brasileiros incluiu toneladas de pães, biscoitos, chocolates e bebidas. Foram incluídas ainda máquinas de café ao preço unitário de R$ 18,1 mil, toalhas de algodão egípcio, ímãs de geladeira, maquiagem, entre outros.
No ano passado, as compras ? várias delas feitas por meio de pregão eletrônico ou dispensa de licitação ? totalizaram pelo menos R$ 48,9 milhões. Só o Judiciário foi responsável pela metade da despesa, totalizando R$ 25,1 milhões. Um exemplo inusitado partiu do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Em julho, foram empenhados R$ 18,2 mil para o serviço de recuperação de cadeiras em estilo Dom João VI. A empresa vencedora do pregão teria 45 dias para executar o serviço. As peças são consideradas relíquias no mercado e imitam móveis trazidos ao Brasil pelos portugueses.
Mesmo tendo desembolsado menos do que o Judiciário, Senado e Câmara dos Deputados foram recordistas nos gastos supérfluos do ponto de vista da relevância pública. Em 2013, os senadores passaram a usar duas máquinas avançadas de café, avaliadas em R$ 36,3 mil. Outros R$ 6.600 foram usados para a compra de maquiagens ? pó compacto, bases líquidas, batons e lápis de olho ? e sete secadores de cabelo.
Os parlamentares também puderam ficar tranquilos quanto à presença de ratos, já que R$ 35,5 mil foram usados no serviço de desratização. Em julho, o Senado encomendou também mil imãs de geladeira.
Mas os deputados federais não ficaram atrás. Entre as compras milionárias feitas pela Câmara, foram adquiridos 28 mil sacos de café e, para acompanhar, 2.472 xícaras de porcelana. Na Casa, as obras de arte demandaram um serviço de transporte das peças que custou R$ 11,1 mil.
Planalto
Mas a lista de itens curiosos não se limita a Legislativo e Judiciário. O Executivo, incluindo a Presidência e a Vice-Presidência da República, resolveu investir e adquiriu produtos de qualidade. Um exemplo é a compra de 200 toalhas brancas de banho, rosto, mão e piso, 100% algodão egípcio. Já a manutenção das áreas verdes dos prédios da Presidência custaram nada menos que R$ 787 mil aos cofres públicos.
Nos órgãos do Poder Executivo, também está liberado o consumo de chocolate: um total de R$ 10,2 mil foi despendido com as guloseimas em 2013.








