O Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Flávio Roscoe e a Gerente de Economia e Finanças Empresariais, Daniela Britto, participaram de uma coletiva na manhã de hoje (15), na Sede da FIEMG. Profissionais da imprensa de Belo Horizonte participaram presencialmente e jornalistas de todo o estado acompanharam pelo canal oficial da FIEMG no Youtube.

Em sua apresentação, o Presidente da FIEMG fez uma exposição do cenário econômico do país e do estado diante da pandemia do Novo Coronavirus. Segundo o líder empresarial, medidas de isolamento social provocaram choques de oferta e de demanda, afetando todos os setores, porém, no Brasil e em Minas Gerais, houve rápida reversão das perspectivas de recuperação econômica. “Em março o cenário era devastador, mas passado o período mais intenso, o desempenho industrial surpreendeu positivamente. Nos meses de maio a setembro, a produção da indústria geral acumulou alta de 37,5%, superando ligeiramente os níveis pré-pandemia”, pontuou.

A Gerente de Economia e Finanças Empresariais da FIEMG apresentou um panorama internacional, nacional e mineiro diante da pandemia e destacou que em Minas Gerais, a indústria foi imediatamente considerada atividade essencial, e o estado é destaque nacional na gestão da crise sanitária. Ainda segundo Daniela, a desvalorização do real ampliou a competitividade das exportações e favoreceu a substituição de bens importados pela produção doméstica, assim como a taxa de juros baixa e crédito imobiliário facilitado estimularam a indústria da construção. “Nossa visão é que voltaremos a crescer o ano que vem com dezenas de lições aprendidas e com alta de 6% no PIB do setor em Minas Gerais”, enfatizou.

Ainda segundo o Presidente da FIEMG, a ações da Federação e o diálogo em conjunto com as esferas governamentais possibilitaram a manutenção do emprego e da renda mínima no estado e impulsionaram a retomada da economia. “Não medimos esforços para apoiar a atividade produtiva, o setor público e a sociedade brasileira, sobretudo, o povo mineiro, participando da elaboração de políticas públicas anticíclicas, assim como atuando no campo da economia e da saúde”, finalizou Roscoe.

No campo da saúde, o presidente da Federação disse que a FIEMG atuou de forma dinâmica na construção do Hospital de Campanha no Expominas, em Belo Horizonte, e de leitos exclusivos para o tratamento da Covid-19 no Instituto Mário Penna, também na capital, e no Hospital Mater Dei Betim-Contagem. Com pioneirismo, a FIEMG liderou a indústria em um movimento de arrecadação de fundos para o projeto Inspirar, da empresa Tacom, extremamente exitoso no desenvolvimento de ventiladores pulmonares, com inteligência e componentes mineiros. “Os equipamentos estão sendo utilizados em dezenas de hospitais em toda Minas Gerais. A FIEMG também se uniu a empresas brasileiras para arrecadar fundos para auxiliar no desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19”, lembrou Roscoe.

Por meio do SENAI e do SESI, foram produzidos, em larga escala, itens fundamentais para a proteção da população, como álcool 70% glicerinado, máscaras e jalecos, além da reparação de respiradores em todo o país, desinfecção de ruas e avenidas e investimento em testes rápidos para a identificação da doença em trabalhadores da indústria e na população mineira. O SESI atuou também de maneira informativa, produzindo conteúdo com orientações sanitárias e de saúde, para que as empresas pudessem seguir operando.

Cenário econômico no Centro-Oeste

Dados específicos da Regional Centro-Oeste apontaram que a região acumulou, de janeiro a outubro, saldo de 1.692 empregos. A indústria de transformação foi a principal responsável pelo resultado, com aumento de 1.369 postos de trabalho.

Os municípios de Cláudio e Nova Serrana foram os que mais contrataram e demitiram durante o ano, respectivamente. Cláudio tem saldo de 667 novos empregos e a capital do calçado perdeu 2.377 postos de trabalho em 2020.

Em relação à arrecadação de ICMS, a variação em porcentagem, se comparado com o mesmo período do ano passado, o saldo do Centro-Oeste foi de 1,0%.

Para o Presidente da FIEMG Regional Centro-Oeste, Eduardo Soares, de modo geral, diante do cenário pessimista que se esperava com a pandemia, a Federação cumpriu seu papel de liderança e uniu esforços para minimizar os impactos econômicos e sociais. “Foram diversas ações em todo estado, nas áreas trabalhista, tributária, ambiental e econômica que possibilitaram a manutenção de milhares de empregos”, afirmou.

Somente através da Regional Centro-Oeste, foram doados 5 mil litros de álcool e 25 mil máscaras comuns e hospitalares a 23 entidades filantrópicas de Divinópolis e Região, além de 144 respiradores pulmonares, sendo 35 para Divinópolis e 2 kits completos de CTI para o Complexo de Saúde São João de Deus. “Desenvolvemos essas e outras ações estratégicas em parceria com entidades e o Poder Público, que possibilitaram mitigar os efeitos da pandemia”, finalizou Eduardo Soares.

Fonte: Fiemg

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