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Força-tarefa do governo derruba 506 sites de apostas irregulares após MP

Foto: © Antônio Cruz/ Agência Brasil

Uma força-tarefa do governo federal derrubou 506 sites com indícios de oferta irregular de apostas online após a edição da medida provisória (MP) que proibiu as bets no Brasil. A ação faz parte da ampliação do monitoramento do mercado de apostas no ambiente digital, realizada em conjunto pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pelo Ministério da Fazenda (MF).

Além dos sites, o governo acompanha uma rede de divulgação de apostas online no Telegram, formada por 43 canais e grupos que reúnem 212,6 mil membros.

Monitoramento de sites e publicidade

Segundo o MJSP, a força-tarefa foi criada para ampliar o monitoramento do mercado de apostas online após a publicação da MP. O objetivo é interromper o acesso a plataformas que operem sem autorização e impedir que novos endereços sejam utilizados para oferecer apostas ao público brasileiro.

Um relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao MJSP, identificou que anúncios de bets continuavam circulando em plataformas da Meta, do Google e no TikTok.

As publicidades direcionavam usuários para novos cadastros e ofereciam bônus e incentivos. Entre as mensagens identificadas estavam chamadas como “convide amigos e ganhe R$ 888,00” e “Ganhe R$ 50,00 grátis”.

A medida provisória estabelece prazo de dez dias para a retirada de publicidade que já estava em circulação e proíbe a veiculação de novos anúncios.

No Google, foram identificados 1,9 mil anúncios relacionados a bets. De acordo com o ministério, não foi possível determinar, nesse conjunto, quais anúncios eram novos e quais já estavam ativos antes da proibição.

O Ciberlab informou que continuará monitorando as plataformas para verificar o cumprimento da legislação. O órgão também solicitou que as big techs adotem medidas para identificar páginas com identidade dissimulada e links mascarados.

Anúncios identificados na Meta

Na Meta, o Ciberlab identificou sete anúncios, dos quais dois começaram a ser veiculados durante a vigência da medida provisória.

O relatório do órgão solicita a notificação da Meta para a retirada dos anúncios que tiveram início após a edição da MP.

Segundo o Ciberlab, alguns anúncios utilizavam nomes de páginas diferentes das marcas apresentadas e links cujo domínio também não correspondia à marca anunciada. Conforme o relatório, esses elementos podem indicar uma tentativa de ocultar o anunciante real e o destino do tráfego.

Para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, as ações contra os 506 sites suspeitos e o monitoramento da publicidade fazem parte de uma estratégia para impedir que a oferta de apostas continue por meio de novos domínios, anúncios, aplicativos e outros caminhos no ambiente digital.

Telegram reúne 212,6 mil membros

A força-tarefa também identificou 43 canais e grupos ativos no Telegram utilizados para propaganda e divulgação de apostas e jogos de cassino online. Juntos, eles somam 212,6 mil membros.

A relação das contas foi encaminhada no domingo (27) aos órgãos competentes dos ministérios da Fazenda e da Justiça. O objetivo é realizar a verificação técnica e administrativa da situação dos operadores e adotar as providências consideradas cabíveis.

Entre os conteúdos identificados estavam promessas de “260% de lucro mensal”, ofertas de “robôs” para apostas e alegações de taxas de acerto de até 99,8%.

De acordo com o MJSP, a atuação integrada busca evitar que a retirada formal das bets seja contornada pela migração das atividades para redes sociais, aplicativos, grupos fechados, canais clandestinos ou plataformas hospedadas fora do país.

Novos sites após a publicação da MP

Após a publicação da medida provisória que proibiu as bets, teriam surgido 440 novos sites de apostas online sem registro no Brasil.

Os dados são do site Bet Legal, mantido pela empresa de cibersegurança Iron Security, que presta serviços a casas de apostas online no Brasil.

A plataforma começou a contabilizar o número de bets irregulares em 1º de setembro deste ano. Os primeiros sites irregulares foram detectados a partir de 21 de setembro, quatro dias antes da publicação da MP pelo governo federal.

 

Com informações da Agência Brasil