O Sistema Firjan divulgou esta semana o resultado do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), criado para acompanhar a evolução dos municípios. O resultado é relativo aos dados de 2007 e apontou que, naquele ano, 31,4% dos brasileiros, ou 57 milhões de pessoas, viviam em cidades de alto desenvolvimento, enquanto 22%, ou 40 milhões de pessoas, ainda não tinham serviços de qualidade na educação e na saúde e nem acesso a um mercado formal de trabalho estruturado.
Conforme os índices divulgados, Formiga está bem colocada no ranking. Nacionalmente, Formiga ficou em 290º lugar e entre a lista dos 853 municípios mineiros a ?Cidade das Areias Brancas? ocupa a 17ª posição. O Índice de Desenvolvimento Municipal de Formiga é de 0,7866. No índice de emprego e renda Formiga atingiu 0,6674 pontos; na educação foram 0,8199 e na saúde 0,8726.
A evolução de Formiga merece destaque, pois, em 2000, ano do primeiro estudo, o município ficou na 1288ª posição no ranking nacional e em124º lugar em Minas, com IFDM de 0,6243.
Em 2005, no segundo índice divulgado, Formiga já havia subido para o 620º lugar nacional e 50º estadual, atingindo o índice de 0,7391. Em 2006, Formiga havia caído de posição e passou a ocupar o 651º lugar no país e o 57º em Minas, com IFDM de 0,7353. Neste último resultado, referente a 2007, Formiga teve uma excelente ascensão, subindo para a 290ª colocação no ranking brasileiro e é a 17ª cidade de Minas com melhor qualidade de vida, superando inclusive o índice médio do Estado, que é de 0,7846, e do país que ficou em 0,7478.
Convidado a comentar o resultado, o prefeito Aluísio Veloso/PT diz que o índice mostra realmente o sucesso do plano de desenvolvimento da cidade, por meio das políticas adotadas pela administração. Ele recorda que o município ficou na 58ª posição nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e é a 30ª no ranking da Cultura, além das melhorias na saúde. O prefeito acredita que no próximo Índice da Firjan Formiga esteja ainda melhor colocada.
Análise do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal
Com base no estudo divulgado pela Firjan, o Brasil conseguiu reduzir o número de cidades de baixo desenvolvimento, até 0,4 pontos, para apenas 0,6% em 2007, contra 18,25% em 2000, primeiro ano de mensuração do índice. Houve um aumento no processo de concentração de municípios com índices entre 0,6 e 0,8 pontos, migrados de faixas inferiores, o que mostra tendência de redução da desigualdade entre os níveis de desenvolvimento das cidades.
A média brasileira do IFDM foi de 0,7478, ou seja, 1,4% superior aos 0,7376 de 2006 e se confirmando na faixa do desenvolvimento moderado. Em 2000, primeiro ano apurado, a média nacional era de 0,5954 pontos, o que significava um desenvolvimento regular.
O IFDM, que está na terceira edição, varia numa escala de 0 (pior) a 1 (melhor) para classificar o desenvolvimento humano, de acordo com dados oficiais relativos a emprego e renda, educação e saúde. Os critérios de análise estabelecem quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento humano.
Pela primeira vez, educação apareceu como área de desenvolvimento de maior influência no desempenho do índice geral, enquanto saúde manteve a trajetória de ascensão vagarosa. Emprego e renda foi a área que registrou pequena acomodação.
No país, Araraquara (SP) tem o melhor índice, com 0,9349 pontos e Marajá do Sena (MA) o pior, com 0,3394 pontos. Apenas três capitais figuraram entre os 100 primeiros colocados do ranking em 2007, o que mostra a continuidade do processo de interiorização do desenvolvimento: Curitiba, Vitória e São Paulo, contra quatro em 2006. Belo Horizonte deixou a lista dos melhores estados em qualidade de vida.
Em 2007, nos 853 municípios de Minas Gerais viviam 19,3 milhões de habitantes. Naquele ano, foram somados 168,3 mil empregos formais aos 4 milhões já existentes, contribuindo para os R$ 241 bilhões produzidos pela economia estadual. Nesse cenário, o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal mineiro registrou acomodação e passou de 0,7911 para 0,7846 (?0,8%). Apesar dessa variação, o estado permaneceu na área de desenvolvimento moderado e em quinto lugar no ranking dos estados, atrás de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
O desempenho de Minas Gerais foi direcionado, principalmente, pela variação negativa de 4,7% no índice de emprego e renda (de 0,8696 para 0,8289), que, entretanto, não foi suficiente para tirar o estado da faixa de alto desenvolvimento nessa vertente. Em sentido contrário, o indicador de saúde do estado apresentou crescimento de 1,6% e na educação também apresentou crescimento de 1,2%.
Minas conta com 39 municípios entre os 500 maiores do ranking nacional, com três deles (Ouro Branco, Congonhas e Itabira) entre os 100 melhores. Por outro lado, o Estado registrou 17 municípios entre os 500 piores resultados.
Formiga
Formiga se destaca no Índice de Desenvolvimento Municipal
- por Últimas Notícias
- 01/10/2010 - 20:23








