Nesta quinta-feira (26), foi realizada em Formiga uma audiência pública para a apresentação do prognóstico do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Entorno do Lago de Furnas. O evento ocorreu no auditório do Centro Municipal de Apoio e Aprendizagem (Cemap), no bairro Sagrado Coração de Jesus.
De acordo com o engenheiro ambiental, Rafael Capaz, o estudo começou a ser desenvolvido no início de 2009. ?Foi feito primeiramente um diagnóstico desse plano. O objetivo dessa audiência é apresentar os resultados referentes a segunda fase, que chamamos de unidade de gestão grande 3. Em seguida, será feita a terceira fase, que é o plano de metas, com previsão de término em outubro?, explicou.
O pesquisador disse ainda que, há dois anos, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) viabilizou o Plano Diretor de todas as unidades de gestão (Bacia Hidrográfica) de Minas Gerais. ?A ideia é diagnosticar e planejar o uso atual e futuro dos recursos hídricos da região e qual caminho tomar para alcançar determinadas metas, procurando assim assegurar a qualidade e a quantidade da unidade de gestão. Existe a lei federal 943/97 que determina a necessidade de planos diretores para gerir uso de recursos hídricos?.
Segundo Rafael Capaz, esse plano conta com 48 municípios, alguns fora e outros dentro da bacia hidrográfica. Há ainda alguns que têm sede dentro da bacia e outros fora dela. Ele destacou que trabalhar com o meio ambiente envolve emoção, o que atrapalha a racionalidade.
Os pesquisadores fizeram uma estimativa do consumo de água na região até o ano de 2030, considerando o abastecimento público, abastecimento rural, abastecimento urbano e consumo industrial, entre outros fatores. ?A questão da água está ligada a custo e escassez. Na área da indústria, há muito desperdício se houver um custo baixo?.
Nos vários tópicos metodológicos do Plano Diretor, Benedito Silva falou sobre o cenário de demanda hídrica, cargas poluidoras, cálculo da vazão de efluentes lançados, análise da compatibilização e o aumento da disponibilidade hídrica, construção de reservatórios no local, proteção e recomposição de matas ciliares e captação de água subterrânea.
De acordo com Benedito Silva, quanto mais água é captada, mais água retorna em forma de esgoto. ?A melhoria da qualidade de água vai custar mais caro, porém é essencial. As pessoas ainda não têm a consciência do uso da água. É preciso uma conscientização e contribuição. Outro fator é o uso da água da chuva, que contribui para as inundações. É preciso incentivar o uso doméstico dessa água, captando do telhado, ao invés de jogá-la na área de drenagem?, explicou.
Ainda foi feita uma avaliação da quantidade de água disponível, quais são as sub-bacias que podem ter conflitos pela água no futuro e se, em algum caso, há risco de ultrapassagem do limite de água que se pode retirar dos rios por meio de outorgas. Além disso, foi realizado um estudo da poluição das sub-bacias, principalmente devido ao aumento da população.
O Plano Diretor de Recursos Hídricos é uma realização da Associação dos Municípios do Lago de Furnas (Alago) com apoio técnico do Igam e Fórum das Instituições de Ensino Superior da Região do Lago de Furnas (Fórum-Lago), com recursos financeiros do Fundo de Recuperação, Proteção e Desenvolvimento Sustentável das Bacias Hidrográficas do Estado de Minas Gerais (Fhidro).
O evento contou com representantes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e da Prefeitura de Formiga; Furnas Náutico Clube; Fundação Educacional, Assistencial e de Proteção ao Meio Ambiente (Feama); Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa); Alago; Igam; Conselho Municipal do Meio Ambiente (Codema); Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater); Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg); Polícia Ambiental e das cidades de Campo Belo; Três Pontas e Cabo Verde.
Formiga
Formiga sedia audiência pública sobre recursos hídricos
- por Últimas Notícias
- 27/08/2010 - 20:20








