Um incidente envolvendo funcionários da Associação dos Recicladores de Formiga (Recifor) fez com que oito recicladores tivessem que passar pelo Pronto Atendimento Municipal (PAM) em virtude do contato com lixo hospitalar que foi encaminhado indevidamente para a reciclagem.
O presidente da Recifor Francisco Carlos da Silva, mais conhecido como Chicão, disse que recolhe o lixo reciclável na Santa Casa de Caridade de Formiga, conforme acordado com a enfermeira Riquelme.
Imediatamente, o representante do Unifor-MG na administração da Recifor, José Ivo da Silva, encaminhou os funcionários ao PAM e o secretário de Gestão Ambiental, Paulo Coelho, foi notificado do fato pela promotora de Meio Ambiente, Luciana Imaculada de Paula.
Em companhia da Polícia Ambiental, o secretário Paulo Coelho se dirigiu à usina de triagem e apreendeu grande quantidade de material hospitalar, inclusive bolsas de soro e de sangue com mangueiras acopladas. O material foi encaminhado ao Ministério Público.
Nas proximidades do Hospital Santa Marta e do Centro Médico Dr. Francisco Dávila, a Polícia Ambiental apreendeu, a pedido do secretário de Gestão Ambiental, um saco plástico leitoso com material provavelmente usado no Centro Médico.
A promotora Luciana Imaculada vai instaurar inquérito para apurar as responsabilidades sobre o descarte inadequado dos resíduos clínicos e hospitalares. Os materiais apreendidos foram encaminhados para a polícia fazer uma perícia técnica.
Vale ressaltar que o recolhimento dos materiais recicláveis é de total responsabilidade da Recifor e dos geradores dos resíduos. O que acontece é que, no caso dos resíduos hospitalares, a legislação específica estabelece a separação por categoria, ou seja, os materiais contaminados devem ser separados dos demais resíduos, o que muitas vezes não ocorre e, vez por outra, ocorre algum acidente.

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