Trinta um mandados de busca, apreensão e de prisão são cumpridos pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Divinópolis nesta terça-feira (15) para o combate de organização criminosa. Batizada de Operação “Purple Haze”, a ação envolve cidades do Centro-Oeste de Minas e região metropolitana de Belo Horizonte.

Além dos mandados, a Justiça também expediu medidas de constrição patrimonial, como sequestro e arresto de imóveis, veículos e outros bens móveis, além de bloqueio de contas bancárias.

Até a última atualização desta reportagem já tinham sido apreendidos veículos, armas de fogo, drogas, aproximadamente R$ 282.000,00 (dinheiro em espécie e cheques), joias e objetos relacionados às práticas criminosas como (aparelhos de telefone celular, tablets, computadores, recibos de transações financeiras e documentos diversos.

Conforme o Gaeco, as cidades alvo são: Divinópolis, Itaúna, Carmo do Cajuru, Cláudio, Mateus Leme, Belo Horizonte, Betim, Ribeirão das Neves, Entre Rios de Minas e Esmeraldas.

Ao todo, foram expedidos 12 mandados de prisão preventiva, 13 mandados de prisão temporária e 31 mandados de busca e apreensão.

Investigação

As investigações do Gaeco começaram há sete meses, após denúncia de esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro envolvendo uma pessoa que cumpre pena no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Foi identificada uma intensa articulação criminosa com explícita divisão de tarefas, distribuição e venda de drogas em larga escala, utilização de laranjas e movimentação financeira de grande porte.

O grupo era chefiado por dois indivíduos, sendo que um deles exercia parte do comando de dentro do presídio Nelson Hungria.

Operação

A Operação “Purple Haze” conta com a participação de três promotores de justiça, oito agentes do Gaeco, 124 policiais militares, 20 policiais civis, 12 policiais penais, com um total de 41 viaturas e 1 aeronave.

Coletiva

No final da manhã desta terça-feira o Gaeco, a PM e Polícia Civil fizeram uma coletiva com a imprensa para dar detalhes da operação.

O Comandante do 23° Batalhão, major Erlando Ferreira da Silva, disse que um dos alvos presos nesta ação já é conhecido no meio policial e já foi preso anteriormente por crimes relacionados ao tráfico. A PM não informou a idade do suspeito, disse apenas que o alvo é do sexo masculino e foi preso em Divinópolis.

“Um dos alvos da operação, talvez o principal alvo, está relacionado com diversos crimes e a informações, suspeição do estreito relacionamento dele com o crime de explosão a caixa eletrônico. Assim como falamos ele tem passagens, até mesmo com atuação de prisão da Polícia Militar o que nos leva através de outras informações a entender que ele tem envolvimento com esse crime foco da operação”, disse o major.

De acordo com o promotor do Gaeco, Leandro Willi, a organização dos criminosos chamou a atenção do Ministério Público e policiais envolvidas.

“É uma investigação com sete meses de duração e, durante todas as captações especialmente, interceptações telefônicas, nós acabamos por descobrir essa organização criminosa extremamente organizada e voltada para a prática de diversos crimes, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, crimes patrimoniais dentre outros”, afirmou o promotor.

Ainda segundo Leandro, as investigações vão continuar. Contudo, foi apurado que a quadrilha é liderada por uma pessoa que cumpre pena no presídio de Contagem.

“Na verdade ele [detento] utilizava um aparelho celular e durante todo esse período controlava e dava ordens a pessoas aqui fora. Durante esse tempo ele fazia algumas trocas de chip para evitar monitoramento via telefônico, mas ele conseguia através de redes sociais dar ordens para os demais. Ele está cumprindo pena de mais de 50 anos envolvido com crime de latrocínio e crimes de alta gravidade”, encerra o promotor.

Matéria do G1

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