Parece pouco o reajuste, mas, nos últimos 12 meses, as sucessivas acelerações no preço do botijão de 13 quilos já somam 40,6%, índice quase 10 vezes maior do que a inflação do período de 4,22%, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em algumas regiões, o preço do produto usado em 98% dos lares brasileiros pode representar mais de 10% do salário mínimo.
No momento em que o governo brasileiro estuda lançar o vale-gás, subsídio de R$ 15/mês para os 12 milhões de beneficiários do Bolsa Família, a alta no preço do produto é generalizada.
O reajuste desta quarta-feira vai atingir também o gás em cilindro, usado nos condomínios. De R$ 179 em média, o produto vai saltar para R$ 184, segundo o Sindicato Varejista dos Revendedores e Transportadores de gás de Minas Gerais (Sirtgás).
Durante o ano, o preço do produto, que não é controlado pelo governo, foi reajustado sem justificativa oficial das distribuidoras. Desta vez, a razão é a mudança na base de cálculo do ICMS. ?O reajuste no preço ponderado do produto deveria ser no máximo de R$ 0,58, mas as distribuidoras já avisaram que o repasse vai ser de R$ 1?, aponta Nelson Ziviani, presidente do sindicato. Segundo a Associação Brasileira de Revendedores de GLP (Asmirg), entre as cinco distribuidoras que atuam no Estado, o reajuste vai variar entre R$ 1 e R$ 2, e o consumidor vai pagar essa conta a mais de imediato.

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