Os gastos com cartão corporativo do presidente Jair Bolsonaro e família serão julgados nesta quarta-feira (1º) em sessão secreta do Tribunal de Contas da União (TCU). Uma auditoria de técnicos da corte analisou gastos de quase R$ 15 milhões em 2019.

O relator do caso é o ministro Raimundo Carreiro, indicado pelo presidente para assumir a embaixada do Brasil em Portugal. Um pedido de suspeição do ministro foi feito pelo deputado Elias Vaz (PSB-GO), mas Carreiro se negou a declarar imparcial para julgar o caso e definiu que o acórdão do julgamento também será secreto.

Segundo o TCU, a sessão secreta respeita a “natureza sigilosa das despesas analisadas na auditoria e o caráter igualmente reservado aos autos”.

Em 2018, antes de Bolsonaro chegar ao Palácio do Planalto, Michel Temer gastou R$ 9 milhões no cartão corporativo. Em 2015, no governo Dilma, o gasto com cartão foi de R$ 12 milhões.

Questionado sobre o aumento nos gastos do cartão corporativo e por ter imposto sigilo na divulgação dos gastos, Bolsonaro negou gastos com luxo e tem dito que os cartões são usados para gastos com segurança e até com a ração das emas do Palácio da Alvorada.

Fonte: Itatiaia

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