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Governo federal avalia demolição de ponte em Limeira após morte de jovem em salto de rope jump

Foto: Anderson Martins, CC BY-SA 3.0 / Wikimedia Commons

O governo federal iniciou estudos para a possível demolição da Ponte do Esqueleto, localizada entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A medida ocorre após a morte de uma jovem de 21 anos durante um salto de rope jump realizado no local.

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), órgão vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, realizou nesta terça-feira (16) uma reunião com equipes de São Paulo e Brasília, além de setores técnicos da pasta, para discutir os procedimentos necessários para o desmonte da estrutura.

Segundo a SPU, a implosão da ponte pode exigir licitação e licenças ambientais, o que torna o processo mais complexo e demorado.

Enquanto a demolição não ocorre, a prioridade será reforçar o bloqueio dos acessos à estrutura com barreiras mais resistentes e difíceis de serem removidas.

A Ponte do Esqueleto está localizada em um ramal ferroviário da antiga Rede Ferroviária Federal que nunca chegou a ser ativado. Apesar disso, há mais de dez anos o local é utilizado para a prática de esportes radicais.

Debate sobre responsabilidades reúne União e municípios

Após o acidente, as prefeituras de Limeira e Cordeirópolis afirmaram que a responsabilidade sobre a área é do governo federal, já que a ponte integra o patrimônio da União.

Por outro lado, o governo federal sustentou que cabe aos municípios fiscalizar e impedir o acesso de pessoas ao local, além de coibir atividades consideradas clandestinas.

Na segunda-feira (15), representantes das duas prefeituras, das câmaras municipais, da SPU e da Advocacia-Geral da União (AGU) participaram de reuniões em busca de uma solução conjunta para o problema.

Durante os encontros, o prefeito de Limeira, Murilo Félix (Podemos), defendeu a demolição da ponte como forma de evitar novos acidentes.

Segundo ele, a estrutura apresenta riscos conhecidos há anos e continua atraindo visitantes mesmo após tentativas de interdição.

A prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad (União), também manifestou apoio à implosão e destacou a necessidade de ações urgentes para prevenir novas tragédias.

Como alternativa inicial, a SPU propôs a remoção das cabeceiras da ponte, que são os aterros utilizados para acessar a estrutura. A medida seria adotada enquanto são realizados os estudos e os procedimentos necessários para uma eventual implosão.

Por estar localizada em uma área rural com presença de vegetação, a demolição poderá depender de licenciamento ambiental.

Em nota divulgada nesta terça-feira, a Prefeitura de Cordeirópolis informou que aguarda a definição de um prazo por parte da SPU para a realização da demolição.

Limeira e Cordeirópolis também se comprometeram a abrir valetas para dificultar o acesso ao local.

A Prefeitura de Cordeirópolis informou que enviou equipes à ponte para verificar a necessidade de reforçar as barreiras existentes no lado do município, cujo acesso já se encontra fechado há anos.

Durante as reuniões, a SPU explicou que a posse da ponte decorre de um acordo relacionado à quitação de parte de uma dívida do Governo do Estado de São Paulo com a União. A transferência formal da área para a Secretaria foi concluída apenas em maio deste ano.

Também foi discutida a possibilidade de doação ou cessão da estrutura ao município de Limeira. No entanto, a proposta foi descartada pelo prefeito Murilo Félix, que alegou falta de interesse público e a existência de outras prioridades para a administração municipal.

Polícia Federal poderá investigar atividades na área

A Secretaria do Patrimônio da União informou ainda que pretende reforçar a sinalização e instalar novas barreiras físicas para impedir a entrada de visitantes.

Como existem eventos divulgados nas redes sociais para a utilização da ponte, a SPU informou que acionará a Polícia Federal para investigar a atuação de pessoas e empresas responsáveis pela promoção de atividades consideradas clandestinas no local.

Com informações do InfoMoney