O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta quinta-feira (18) que as recentes trocas de ministros no governo não indicam uma intenção deliberada de fazer faxina.
Houve modificações em alguns ministérios, modificações que se mostraram necessárias num dado momento. No caso da Agricultura, a presidenta insistiu muito para que o ministro Wagner Rossi continuasse. (…) As pessoas não estão sendo afastadas. A grande maioria das pessoas pede demissão. No caso dos Transportes, o ministro pediu demissão. Na Agricultura, o ministro pediu demissão. (…) Não há uma intenção deliberada de, digamos, para usar a expressão entre aspas, faxina.
O vice-presidente falou sobre o assunto antes de participar do Congresso Libertas XXI, na sede da academia, no Centro do Rio. Ele recebeu o título Doutor Honoris Causa da Academia Brasileira de Filosofia.
Michel Temer afirmou ainda que não há estremecimento por conta da saída de Rossi, aliado de Temer. A presidenta Dilma, ao receber o pedido do ex-ministro Wagner Rossi, me pediu que indicasse um nome após ouvir a bancada do PMDB e foi indicado o deputado Mendes Ribeiro. A vida continua. Não há estremecimento algum.
Base aliada
O vice-presidente também elogiou a atitude da presidente Dilma Roussef de conversar com líderes de partidos da base – nesta semana, ela se reuniu com representantes de diversas legenda. É uma medida muito útil. Produziu resultados extraordinários. Desde segunda-feira o governo está reunindo os líderes dos partidos aliados separadamente, e portanto, a conversa é muito mais produtiva.
Crise
O vice-presidente se disse ainda preocupado com a crise econômica, mas afirmou estar tranquilo com a experiência do Brasil para superá-la. Preocupa a todos, mas nós temos reservas de mais de US$ 350 bilhões. Nós temos uma posição tranquila e temos, a esta altura, o know how que data de 2008, 2009, daquela crise, que nos permitirá, se a crise ingressar acentuadamente aqui, de enfrentá-la com muita tranquilidade.

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