O governo federal, responsável pela distribuição do remédio que combate a hemofilia aos Estados, tem comprado menos de uma unidade por habitante ao ano, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU). Essa quantidade é considerada suficiente só para a sobrevivência, de acordo com dados da Federação Mundial de Hemofilia.
Outros países, como Portugal e Argentina, compram mais que o dobro disso para seus doentes, permitindo que eles tenham uma vida independente.
A doença hereditária, que dificulta a coagulação do sangue, faz com que seus portadores sofram sangramentos que ressecam a cartilagem. Assim, eles precisam tomar remédios regularmente.
As sequelas deixadas pela hemofilia atrapalham a vida do portador, que sente fortes dores ao tentar movimentar as pernas e braços.
De acordo com relatório do TCU, 75% dos hemocentros informaram que houve redução da quantidade de remédio enviada em 2008 em relação aos anos anteriores e 54% suspenderam cirurgias não emergenciais. Foi constatado ainda que, entre janeiro de 2007 e abril de 2009, o ministério ficou sem hemoderivados por quatro meses.
Formiga
Hemofílicos sofrem com a falta de remédios no Brasil
- por Últimas Notícias
- 03/06/2010 - 15:29
Notícias relacionadas
Destaque, Formiga
Prefeitura esclarece situação das linhas de transporte após decisão
15/06/2026 - 13:26







