O 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte condenou, nessa terça-feira (13), Rafael Vargas Nunes a 19 anos e quatro meses de prisão em regime fechado pelo homicídio da namorada Isabela Gentil Reis Costa da Silveira, de 21 anos, e por corrupção de menores.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Rafael planejou e ordenou o assassinato e deu suporte a dois adolescentes e a outra pessoa não identificada, que executaram o crime.

Isabela foi morta no dia 6 de setembro de 2019, no bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha. A jovem estava trabalhando em uma loja quando dois homens chegaram e atiraram no rosto dela. Um terceiro suspeito esperava em um carro roubado. A vítima tinha um filho de 5 meses com Rafael.

Em seu depoimento ao júri, o acusado confessou ter sido o mandante do crime. Ele disse que descobriu uma traição da namorada e contratou um homem, por R$ 5 mil, para matá-la. Isabela tinha tentado terminar o relacionamento dias antes do homicídio, o que teria causado revolta em Rafael.

O réu negou que tenha corrompido menores para o assassinato. Ele afirmou que os adolescentes foram contratados pelo homem que recebeu o dinheiro e que só ficou sabendo que eles participariam no dia do crime. O homem também negou a acusação de adulteração de veículos – o carro roubado utilizado na ação tinha placa adulterada.

O acusado disse que, para a própria segurança e da família, não poderia revelar quem contratou para cometer o homicídio. Ele declarou, ainda, que está arrependido.

Durante os debates, a promotora de Justiça Ana Cláudia Lopes rebateu os argumentos de Rafael e pontuou que, independentemente de Isabela estar com outra pessoa, ele não poderia ter matado a jovem “de maneira fria e covarde”.

O réu foi condenado por homicídio triplamente qualificado por feminicídio, motivo torpe e mediante dissimulação. Ele respondeu ao processo preso e teve o pedido de recorrer em liberdade negado.

Fonte: G1

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