O hospital Nossa Senhora da Conceição, em Pará de Minas, não será transformado em sede regional para o tratamento dos casos de coronavírus.

De acordo com a Prefeitura, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) cogitou a possibilidade de a unidade realizar atendimento exclusivo para caso de Covid-19 na microrregião.

O prefeito Elias Diniz e o secretário de Saúde, Wagner Magesty, confirmaram que o município se posicionou contra a intenção do Estado em fazer com que o hospital Nossa Senhora da Conceição atendesse, exclusivamente, casos de coronavírus das cidades da microrregião.

Os pacientes do hospital com outras doenças seriam transferidos para outras cidades. “Nós repudiamos a situação. Foi cogitado pelo Estado que fosse feito desta forma e condenamos veementemente a postura. Entendemos que nós temos o atendimento normal pelo hospital e temos que defender e garantir a ampliação dos leitos”, afirmou o secretário.

O prefeito explicou que os 20 leitos a mais de Centro de Terapia Intensiva (CTI), que começaram a ser construídos no início de abril, não vão interferir nos outros dez que existem na unidade. Ao todo, serão 30 leitos no hospital, 20 para pacientes com o coronavírus e 10 para o tratamento de outras doenças.

“O hospital tem ainda 120 leitos de retaguarda, sendo que 32 serão para Covid-19, em uma ala específica para seguir protocolos. Não vai ser só para coronavírus. Ele atende a todos de modo geral seguindo os protocolos de segurança. Então, queremos tranquilizar a população. Nosso objetivo é salvar vidas. O que foi pactuado, há muito anos, é atender nossa microrregião”, disse o prefeito.

“A população pode se sentir segura em relação à saúde pública em Pará de Minas. Estamos no momento em que existem várias situações e a Secretaria de Saúde trabalha com demanda técnica, com protocolos de biossegurança para garantir segurança ao profissional e à população”, concluiu o secretário.

Ofício da Câmara

A Câmara enviou um ofício à Prefeitura pedindo para que o município não transforme o hospital em sede regional no tratamento dos casos de coronavírus. O documento foi feito depois de a unidade ter sido apontada como uma das sedes de referência microrregional para receber pacientes da Covid-19.

O documento da Casa Legislativa considera que a decisão de o hospital se transformar em sede regional “trará consequência graves”. Segundo a Câmara, a abertura para atender os casos de cidades da região “colocará o município em risco de contaminação em larga escala”.

Outra situação apontada pela Câmara no documento é o transtorno que poderá causar o transporte dos pacientes de outras doenças para Divinópolis ou Belo Horizonte que correm o risco de não serem atendidas em tempo hábil.

“Se acontecer, vamos atender os pacientes de Covid-19 e parar de atender às pessoas que adoecem todos os dias. Elas seriam atendidas em outras cidades. No caso de um infarto, não chega a Divinópolis”, afirmou o presidente da Câmara, Marcílio de Souza.

A Câmara ressalta ainda que o Poder Legislativo não foi consultado e nem participou de discussões sobre o assunto.

Fonte: G1

 

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