O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nessa segunda-feira (12) que o grupo houthi está “se comportando muito mal”, em meio à escalada das hostilidades no Oriente Médio. A declaração foi feita a jornalistas na saída da Casa Branca, após questionamentos sobre os recentes ataques da milícia apoiada pelo Irã contra infraestruturas civis na Arábia Saudita.
A manifestação ocorre dias depois de Trump indicar que o governo americano avalia a possibilidade de se juntar às forças sauditas e intervir diretamente na guerra do Iêmen. As declarações aumentaram as preocupações sobre uma possível ampliação do conflito na região.
Na última sexta-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos estudavam uma eventual participação direta no conflito iemenita, ao lado das forças da Arábia Saudita.
No sábado, uma ofensiva atribuída aos houthis atingiu o aeroporto de Riad, deixando pelo menos 13 mortos e mais de 300 feridos, segundo as informações divulgadas.
O ataque intensificou as tensões regionais e ampliou a pressão sobre Washington em relação à possibilidade de uma intervenção militar.
Diante das sinalizações do governo dos Estados Unidos, Mohammed Al Bukhaiti, integrante do bureau político houthi, advertiu que uma eventual entrada dos americanos no conflito provocará uma reação imediata.
Segundo ele, o grupo responderá com ataques contra alvos dos Estados Unidos na região caso Washington decida intervir diretamente na guerra.
A ameaça eleva o risco de ampliação das hostilidades, com a possibilidade de envolver forças americanas em confrontos que já atingem diferentes pontos do Oriente Médio.
Além da situação no Oriente Médio, Trump foi questionado sobre uma possível violação do chamado “cessar-fogo energético” entre Rússia e Ucrânia, anunciado por ele no dia anterior.
O presidente americano reiterou que os dois países concordaram com a trégua.
Ao comentar as perspectivas de encerramento da guerra, Trump afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, demonstra maior interesse em alcançar um acordo de paz do que o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O republicano também instou os dois presidentes a realizarem uma reunião para buscar uma solução para o conflito.
Durante a declaração, Trump afirmou que o confronto entre Rússia e Ucrânia provocou a perda de 32 mil vidas no último mês. Diante desse cenário, voltou a defender uma iniciativa diplomática que permita encerrar a guerra.
As declarações do presidente americano evidenciam os desafios simultâneos enfrentados pela diplomacia dos Estados Unidos, tanto na tentativa de conter a escalada de tensões no Oriente Médio quanto na busca por avanços nas negociações entre Moscou e Kiev.
Enquanto a possibilidade de intervenção americana no Iêmen provoca ameaças de retaliação por parte dos houthis, Washington também pressiona Rússia e Ucrânia a avançarem em direção a um acordo para pôr fim ao conflito.
Com informações do Itatiaia






