O calendário acadêmico dos cursos de graduação do IFMG – campus Formiga foi suspenso por tempo indeterminado devido  à greve dos servidores técnicos administrativos do campus.

De acordo com nota, disponibilizada no site da instituição, apenas os cursos técnicos tiveram as atividades retomadas na segunda-feira (24). A nota informa ainda, que os professores optaram pelo cancelamento do retorno das atividades das graduações, uma vez que esses cursos são de periodicidade semestral e as matrículas não foram efetuadas devido à greve dos servidores do administrativo.

A suspensão das aulas causou revolta nos universitários que marcaram para terça-feira (1º)  uma manifestação.  O movimento que está sendo divulgado pelos próprios alunos, por meio da rede social Facebook, tem os seguintes dizeres: “Convidem seus amigos e vamos nos unir em prol dos nossos direitos! Só queremos voltar às aulas normalmente, e pra isso necessitamos que as rematrículas sejam feitas. Não nos importa se os servidores quiserem continuar com a greve, desde que não sejamos lesados!”.

A greve

A greve da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) foi deflagrada no dia 28 de maio. Em Formiga, os servidores aderiram à paralisação  no dia 25 de junho.

Uma das principais reivindicações da categoria é a reposição de perdas salariais ao longo dos anos, o que daria um reajuste emergencial de 14,67% (inflação – IPCA + variação do PIB); além de destinação de 10% do PIB para a Educação Pública; reestruturação da Carreira Docente e do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE); democratização das Instituições Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica.

Os trabalhadores negociam benefícios e a questão salarial com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, junto dos demais servidores do Executivo. As reuniões ocorrem desde março. No final de junho, o governo apresentou uma proposta de reajuste aquém da demandada pelos servidores, que foi rejeitada por unanimidade. Sobre a previsão de apresentação de uma nova proposta, a pasta diz que ainda não há definição sobre o assunto.

 

As entidades também já se reuniram com o Ministério da Educação (MEC). Em nota divulgada recentemente, o MEC diz que o esforço do governo federal tem sido “incansável para garantir o diálogo contínuo e a solução para a greve”. A pasta diz ainda, que a greve dos servidores federais preocupa muito, principalmente por causa dos alunos que estão sem aula. “O MEC e o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão têm trabalhado em conjunto para reestabelecer a atividade acadêmica”, informa a nota.

Redação do Jornal Nova Imprensa Com agências

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