O Corpo de Bombeiros trabalha pelo terceiro dia consecutivo para apagar um incêndio no Parque Nacional da Serra da Canastra. Pelo menos 10 mil hectares já foram destruídos, confirmou na tarde desta quinta-feira (23) o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que coordena o local.

Ainda conforme o instituto, o fogo começou na terça-feira (21) entre as portarias de Sacramento e do Distrito de São João Batista da Canastra, em São Roque de Minas.

Em nota, o ICMBio afirmou que equipes do Corpo de Bombeiros de Uberaba, do Grupo Ambientalista do Torto (GAT-Brasília), brigadistas do Parque Nacional da Brasília e um helicóptero do governo estadual trabalham na contenção das chamas.

Corpo de Bombeiros trabalha há três dias para apagar incêndio na Serra da Canastra (Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Ainda segundo o ICMBio, a linha de incêndio ainda é grande e, ao final desta quinta-feira a equipe avaliará se será necessária a solicitação para que mais pessoas ajudem no combate às chamas.

As chamas atingiram a região do Zagaia, de acordo com o coordenador de prevenção e combate a incêndios do ICMBio, Christian Berlinck, uma região complexa e ativa dentro do parque.

“O que tem atrapalhado o combate é o vento, que estava muito forte durante a noite de ontem [22] e a manhã de hoje [23]”, disse.

De acordo com a presidente da Associação de Turismo da Serra da Canastra (Atusca), Daniela Labônia, o incêndio não atingiu as áreas de turismo do parque.

Incêndio

O fogo começou na manhã de terça-feira (21) na estrada principal do Chapadão da Canastra. Em dois dias, cerca de 8 mil hectares de mata foram devastados, de acordo com o chefe do Parque Nacional, Fernando Tizianel.

Segundo a direção do parque, o fogo começou próximo à entrada da Portaria 3, na cidade de Sacramento. O secretário de Meio Ambiente de Sacramento, Marinho Martins Severino Segundo, afirmou que o município está oferecendo ajuda à direção do parque nos trabalhos.

O ICMBIo afirmou que, devido às condições climatológicas, à baixa umidade relativa do ar e ao vento, o incêndio se alastrou rapidamente. Conforme Tizianel, as causas do incêndio serão apuradas.

Outros casos

Em agosto de 2016, em duas áreas do parque também foram registrados incêndio. Na época, um dos focos estava próximo à Cachoeira Casca D’Anta e o outro na parte alta da serra. No combate às chamas, foram empenhados mais de 60 brigadistas. O incêndio durou aproximadamente três dias.

Em outubro do mesmo ano, novamente foi registrado fogo nas áreas de conservação da unidade. Contudo, o incêndio durou mais de seis dias e comprometeu áreas turísticas do parque, que chegou a ser fechado para visitação.

 

 

Fonte: G1 ||

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