O inquérito que investiga a morte da adolescente Maria Eduarda Silva, de 15 anos, em Formiga, foi relatado e enviado à Justiça pela Polícia Civil. Ela desapareceu no dia 2 de junho e foi encontrada morta cinco dias depois em um matagal. O autor, de 26 anos, foi preso e confessou ter asfixiado e matado a garota depois de ter abusado sexualmente dela.


Segundo delegado regional Tiago Veiga, o documento foi encaminhado nessa quinta (25). De acordo com a Polícia Civil, ele foi indiciado pelo crime de latrocínio, roubo seguido de morte, e por estupro.


Ainda segundo o policial, o laudo da perícia confirmou que ela foi morta por asfixia. O autor disse, no dia da prisão, que deu uma gravata na vítima até desacordá-la e depois amarrou a blusa da própria vítima e a matou estrangulada.


O delegado regional informou ainda que o laudo pericial com exame de DNA com o material genético do autor para fazer comparação genética com os ferimentos da vítima não ficou pronto.


O caso
O registro do desaparecimento foi feito na quarta-feira (3), pela mãe de Maria Eduarda, na Polícia Militar (PM). Na ocasião, ela contou que a adolescente havia saído de casa por volta das 19h30 de terça e que o horário combinado entre elas para que a adolescente retornasse para casa seria às 22h30.


A mãe ainda explicou aos policiais que dormiu e, ao sair para trabalhar na quarta-feira, pensou que a filha estivesse em casa. A falta da menina foi percebida quando a mãe retornou do trabalho para casa.


Ela disse à polícia que tentou contato com a filha pelo celular, mas desde então, o telefone emitia mensagem de desligado. A PM disse também que a mãe contou ter entrado em contato com a família da amiga que Maria Eduardo disse que iria encontrar no dia do desaparecimento, mas foi informada que a adolescente não havia chegado ao local.


Encontro do corpo e prisão
Segundo a Polícia Civil, com apoio de cooperadores, e usando um drone, o corpo foi encontrado no domingo, em um matagal próximo ao Tiro de Guerra. O autor foi identificado por meio de imagens registradas por câmeras de segurança e teve o mandado de prisão expedido pela Justiça.


O autor foi preso em uma padaria da cidade em cumprimento do mandado. Ele confessou ter asfixiado e matado a garota depois de ter abusado sexualmente dela. Durante depoimento, ele disse que agiu porque queria roubar o celular da vítima.


O delegado de Crimes Contra a Pessoa, Luís Paulo Oliveira, disse no dia da prisão que o autor seguiu Maria Eduarda até próximo ao Tiro de Guerra. O rapaz informou que não a conhecia e disse que deu uma gravata na vítima até desacordá-la. Depois usou a blusa da própria vítima que foi estrangulada.


O autor era conhecido da polícia por ter cometido pequenos furtos na cidade. No entanto, segundo a Polícia Civil, ele nunca havia sido preso.


A Polícia Civil informou que Maria Eduarda saiu de casa para se encontrar com um rapaz que tinha conhecido pelas redes sociais. Ele prestou depoimento, e a participação dele no crime foi descartada.


“Descartamos a participação do segundo envolvido. O próprio autor deixa claro que agiu sozinho. O segundo suspeito foi ouvido e liberado. Ele mora próximo ao local do crime, era conhecido da vítima naquela semana, mas não temos elementos que pudesse levar à participação dele”, concluiu o delegado Luís Paulo.


Homem seguiu a vítima no dia do crime
O delegado regional Tiago Veiga afirmou durante entrevista coletiva que, com ajuda de imagens registradas por câmeras de segurança, a polícia conseguiu refazer o trajeto da vítima.


“A partir da coleta das filmagens, concluímos que ele a seguiu por todo o tempo. Elas mostram a vítima andando até a praça do Tiro de Guerra. Pouco depois, ele aparecia, sempre seguindo os passos dela, até chegar na praça. Lá não temos as capturas de imagem. Temos o registro dele, depois, jogando o chip fora”, afirmou Tiago.


O delegado de Crimes Contra a Pessoa afirmou que o crime foi registrado na noite de terça-feira, data do desaparecimento da adolescente.


Família pede justiça
Familiares e amigos de Maria Eduarda, de 15 anos pedem justiça e a condenação do rapaz que confessou ter matado a adolescente. Uma carreata nomeada de “Todos por Maria” foi realizada após a missa de 7º dia de morte da menina, no dia 14 de junho.

Fonte: G1

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