O mineiro deve pagar entre 10% e 12% a menos de IPVA no ano que vem, praticamente o dobro da queda deste ano, que foi de 5,46% em relação a 2011. O imposto não vai cair. Ele continuará com a mesma alíquota, de 4% para carros de passeio. O que vai ficar mais barato é o valor desembolsado pelo contribuinte, já que incide sobre o preço de mercado dos veículos que, por conta da isenção do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), sofreu desvalorização.
A redução é uma estimativa de consultores do setor automotivo, com base na pesquisa de preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), usada como referência pelo governo do Estado para calcular o IPVA. A Secretaria da Fazenda de Minas Gerais não confirma o percentual e informa que os dados ainda estão sendo calculados. Como a tabela é publicada tradicionalmente no primeiro dia útil de dezembro, os mineiros deverão conhecer o valor no próximo dia 3.
Para se ter uma ideia, o dono de um Fiesta 1.0, por exemplo, que custava R$ 30.910 pela tabela Fipe, em novembro de 2011, pagaria R$ 1.236 de IPVA. Hoje, o carro vale R$ 27.140 e o imposto seria de R$ 1.085,60, ou seja, 12,2% menor.
Ontem, o governo de São Paulo divulgou a tabela, com redução média de 8,56% em relação ao IPVA de 2011, mais do que o dobro da queda de 3,75% verificada no Estado em relação a 2010. Cada Estado tem uma metodologia para o cálculo, mas, como os carros ficaram entre 7% e 10% mais baratos por causa da retirada do IPI, podemos esperar uma queda nessa mesma proporção, destaca o consultor da ADK Automotive, Paulo Garbossa.
Segundo o presidente da Associação dos Revendedores de Veículos no Estado de Minas Gerais (Assovemg), Marlon Vieira, os carros usados tiveram uma desvalorização entre 15% a 20% em relação ao ano passado. Não é nenhuma vitória Minas ter uma redução do IPVA maior, pois a alíquota é a mesma e o que vale é o preço do carro. Seria melhor o Estado dar um desconto maior, diz.
O desconto para quem pagar o IPVA à vista deve continuar em 3%, um dos menores do Brasil. No Piauí e no Pará, por exemplo, chega a 15%. A alíquota mineira de 4% é uma das mais caras do país. A maioria dos Estados cobra entre 2,5% e 3%.

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