Na segunda-feira (9), um razoável número de irmãos benfeitores da Santa Casa tomou ciência, durante uma reunião informal com a Mesa Interventora e o Ministério Público, de que todos poderão ser responsabilizados por eventuais danos ao patrimônio público, débitos trabalhistas e de forma excepcional pelos débitos da entidade junto a instituições financeiras. Na ocasião diversos problemas administrativo-financeiros que hoje assolam a Santa Casa, os quais lastrearam o pedido do Ministério Público que resultou na decisão judicial de intervenção, foram noticiados aos presentes.
Após expor os fatos que serviram de base para o pedido de intervenção, e explicar a sua finalidade, o MP conclamou os ?Irmãos Benfeitores? a auxiliar o trabalho da comissão; tomando ciência da grave situação em que ela se encontra e, tendo ciência disso, possa futuramente escolher uma nova Mesa Diretora – se for o caso.
A atual Comissão Interventora, naquele momento apresentada oficialmente aos Irmãos Benfeitores, terminados os levantamentos e cumpridas as missões a ela impostas por sentença Judicial, certamente será substituída por novos gestores, estes indicados pelos próprios Irmãos Benfeitores, a quem por obrigação legal, cabe escolher e promover, por meio da constante e eficaz fiscalização, de acordo com os estatutos, ações que resultem e promovam o aprimoramento e a busca de melhor atendimento ao público alvo da entidade.
Vários assuntos correlatos foram tratados durante a reunião e ficou demonstrado, do ponto de vista jurídico que, percorridos os caminhos legais hoje disponíveis, eventuais credores poderão, e se for o caso, chamar à lide os ?Irmãos Benfeitores? para garantir o pagamento de créditos, bens e outros valores resultantes de atos irregulares de administração da Santa Casa.
Os ?Irmãos Benfeitores? presentes demonstraram interesse pelos trabalhos e se dispuseram a colaborar dentro das suas possibilidades.
Ficou acertado ainda, que haverá uma convocação formal para a realização de Assembleia Geral para apresentação do relatório dos trabalhos da comissão interventora e para a tomada de ciência dos contratos e obrigações existentes.
Assim sendo, a partir desta reunião, se espera que mais um contingente de cidadãos de boa vontade somem esforços com a Justiça, o MP e a atual Mesa Interventora para que, junto com a equipe médica, funcionários e representantes da administração pública consigam o retorno do bom funcionamento daquela casa.
Os 50 benfeitores
Adélfio Mendonça de Moura
Alessandro Resende Pieroni
Aluísio Veloso da Cunha
Alvano Resende Pieroni
Amália Maria Lima Guimarães
Amilton Duarte dos Santos
Antônio Eugênio da Silva
Antonio Eustáquio
Antônio João Neto
Arízio José Fonseca Azevedo
Bernardete Rodrigues Nunes
Célia Guedes Faria Lima
Celso do Prado Couto
Claudinê Sílvio dos Santos
Eloísa Barbosa
Estácio Vieira
Filhinha Carvalho
Galeno Diostaque Muniz
Geraldo José Macedo
Geraldo Magela A. Couto
Georges Khoury
Gonçalo José de Faria
Hortência Regina Nunes
Inês Resende Martins
Iran Pieroni
João dos Reis Soares
Joice Alvarenga Borges
José B. Rios Júnior
José de Oliveira Alves
José Mosar de Arantes
José Thiers Freitas
Marco Antônio de Sousa Leão
Maria A. Barbosa Nogueira
Maria (Água na Boca)
Maria de Fátima R. da Silva
Maria Rita Rocha Salazar
Maurilio de Arantes
Paulo Lopes
Pedro Pieroni
Reginaldo H. dos Santos
Ronilson Eliezer da Silva
Rubens Garcia Pereira
Valdeci Nascimento Cunha
Valdir Arantes
Valdir Nogueira Nunes
Vera Lúcia Braga Ferreira
Vinicius Rocha
Zeli Maria Teixeira Rocha
Ziná Resende Pieroni
Wellington Miranda

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