O painel de monitoramento do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), registrou 4.347 focos de calor em janeiro de 2026. O número, atualizado até o dia 29, representa o dobro da média histórica para o mês e um crescimento de 46% em relação a 2025.
Esse é o sexto maior resultado para janeiro desde 1999 e o segundo maior da década, atrás apenas de 2024, quando foram contabilizados 4.555 focos.
Estados mais afetados
O Pará lidera os registros, com 985 focos, em meio a áreas sob seca, segundo o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA). O Maranhão aparece em seguida, com 945 focos, número que já é o maior da série histórica para o estado, superando 2019 (712). Ceará (466) e Piauí (229) também figuram entre os mais atingidos, em um cenário de estiagem persistente desde 2023.
Contexto climático
A concentração de focos coincide com a seca acentuada no Nordeste e chuvas abaixo da média na Região Norte. Especialistas lembram que a quantidade de focos não equivale diretamente ao número de queimadas, mas serve como indicador para políticas de prevenção e combate.
Posição dos estados
A Secretaria de Meio Ambiente do Pará (Semas) destacou que recortes curtos devem ser analisados com cautela, já que podem refletir ocorrências pontuais. O estado afirma que acompanha os registros e adotará medidas previstas em sua política de enfrentamento às queimadas.
No Ceará, a Sema afirmou que os números refletem, em grande parte, o cenário de dezembro de 2025, quando o estado teve o maior número de focos em 20 anos. A pasta ressaltou que os registros podem indicar incêndios, mas também outras fontes de calor.
Já o Maranhão intensificou ações de prevenção e combate, incluindo campanhas educativas, doação de equipamentos, uso de drones para identificar áreas críticas e apoio às comunidades rurais. Segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, a estiagem severa cria condições favoráveis para o aumento dos focos, apesar das medidas adotadas.
Com informações da Agência Brasil







