Compra de votos, doações irregulares para a campanha levando à desaprovação das contas pela Justiça Eleitoral, gastos após a data das eleições e outras irregularidades foram determinantes para as cassações do prefeito de Córrego Fundo João Vaz/PMDB e do vice Luiz Arantes de Faria. A decisão foi divulgada no início da noite de terça-feira (14).
De acordo com a sentença do juiz eleitoral Ramon Moreira, além de perderem os mandatos, Vaz e Faria ficarão inelegíveis pelos próximos 8 anos, como previsto em lei.
Foi determinada ainda a Diplomação imediata do segundo colocado nas eleições José da Silva Leão/PP e do vice Geraldo Almeida Faria, o que deverá ser feito no Cartório Eleitoral até às 16h desta quarta-feira (15). De acordo com a lei, a posse deverá ser dada pelo atual presidente da Câmara de Córrego Fundo.
Entenda o caso
A denúncia contra João Vaz foi feita pela coligação ?Unidos pelo progresso de Córrego Fundo?, no dia 5 de dezembro, quando o juiz eleitoral acolheu os pedidos formulados pelo Ministério Público e decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal dos representados e da empresa Rodovaz Ltda.
Requisições de declarações de imposto de renda, relativas ao exercício de 2011 dos representantes e da empresa RodovazLtda, e requisições endereçadas às operadoras de telefonia celular e à Autoridade Policial também foram deferidas pelo MM. Juiz Eleitoral.
Todo o processo foi mantido em sigilo de Justiça e culminou na determinação da cassação e inexigibilidade dos réus.
Da decisão, de primeira instância cabe recurso.

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