Meio Ambiente

Licenciamento ambiental libera implantação de unidade de biometano em Uberaba

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Conselho Municipal de Meio Ambiente aprovou nessa quinta-feira (11) o licenciamento ambiental para a implantação de uma fábrica de produção de gás biometano em Uberaba. O empreendimento, que será instalado em área anexa à Usina Vale do Tijuco, tem início das obras previsto para 2026 e promete fortalecer a cadeia de energia renovável no município.

O biogás utilizado no processo produtivo é obtido pela decomposição de matéria orgânica, como resíduos agroindustriais, dejetos animais e lixo urbano. Após purificação, ele se transforma em biometano — um biocombustível 100% renovável e quimicamente equivalente ao gás natural, sendo considerado uma alternativa sustentável na matriz energética.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Edno Cesar da Silveira, o processo de licenciamento, que incluiu a Licença Prévia (LP), a Licença de Instalação (LI) e a Licença de Operação (LO), foi concluído em cerca de 30 a 40 dias após o protocolo. “Assim, o empreendedor já pode iniciar as obras e implantar uma indústria tão importante para o município, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e para o aproveitamento de resíduos na geração de energia”, afirmou.

O investimento na nova unidade foi anunciado em abril pelo grupo CMAA, durante a Abertura da Safra Mineira de Cana-de-Açúcar e Etanol. A planta ocupará aproximadamente 15 hectares ao lado da Usina Vale do Tijuco, com previsão de início das obras no segundo trimestre do próximo ano.

Avaliado em cerca de R$ 200 milhões, o empreendimento utilizará resíduos da cana-de-açúcar e do agronegócio para produzir biometano. A estimativa é de geração de 100 empregos diretos e indiretos quando a unidade estiver em operação.

Com foco no fornecimento de gás natural competitivo e de baixo carbono para indústrias locais e para o setor de transportes, o projeto deve contribuir para a transição energética no Brasil. A fábrica ajudará a diversificar a matriz energética de Minas Gerais, reduzir emissões de gases de efeito estufa e impulsionar o desenvolvimento sustentável do setor agroindustrial.

Com informações do G1 Centro-Oeste