Política

Lula assina pacto contra feminicídio e destaca participação dos homens na defesa das mulheres

Foto: Ricardo Stuckert / PR-CBN

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (4) que, “pela primeira vez”, os homens estão “assumindo sua responsabilidade” na defesa das mulheres. A declaração foi feita durante a assinatura do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, em cerimônia no Palácio do Planalto.

O documento também foi assinado pelos presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB); do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Lula classificou o ato como uma “fotografia histórica”, destacando a união dos Três Poderes em torno da pauta.

“Não é a primeira vez que se faz um ato em defesa das mulheres, porque vocês estão cansadas de fazer ato. A novidade é que, pela primeira vez, os homens estão assumindo a responsabilidade de que a luta pela defesa da mulher não é só da mulher”, disse o presidente.

Participação da primeira-dama

Em seu discurso, Lula agradeceu à primeira-dama, Janja da Silva, por cobrar uma postura mais firme diante da violência contra mulheres. “Se não fosse ela me alertar todo santo dia, eu, como tantos homens, estaria contente de soltar uma nota solidária”, afirmou.

Janja foi a primeira a falar no evento e disse sentir “orgulho” do marido por ter percebido a angústia que ela vivia ao acompanhar os casos de feminicídio no país.

União dos Poderes

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também destacou a união institucional. “Os três Poderes estão unidos, enquanto alguns atores insistem em criar uma disputa ou narrativa de agressões entre as instituições”, declarou.

Cenário preocupante

Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que o Brasil registrou 1.470 feminicídios em 2025, o maior número dos últimos dez anos. O feminicídio é considerado crime hediondo e ocorre quando uma mulher é assassinada por razões ligadas ao gênero, como violência doméstica ou discriminação.

No mesmo período, a Justiça brasileira julgou em média 42 casos por dia, totalizando 15.453 processos — um aumento de 17% em relação ao ano anterior. Também foram concedidas cerca de 70 medidas protetivas por hora. Já o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, recebeu em média 425 denúncias diárias.

Com informações do O Tempo