Mais um caso de violência de uma mãe contra seus filhos volta a chocar a população do Estado. Sandra Rodrigues da Fonseca, de 29 anos, foi presa após ter jogado as duas filhas, uma de 6 e outra de 4 anos, em uma cisterna de nove metros de profundidade, na região rural do município de Santo Hipólito, na região Central de Minas Gerais.
A menina de 4 anos foi retirada sem vida do poço, enquanto a de 6 foi salva pelo avô e levada para o Conselho Tutelar do município. O crime, que só foi divulgado neste sábado pela polícia, ocorreu na sexta-feira, em pleno Dia das Crianças.
A mãe foi presa e levada para a delegacia de Corinto, onde foi autuada em flagrante. De acordo com a delegada de plantão Elizabeth de Freitas Rocha, ela irá responder por homicídio e tentativa de homicídio.
No depoimento, Sandra teria alegado que está com depressão e que não tem tomado remédios para o problema. De acordo com a delegada, após jogar as meninas no poço, a mãe ficou olhando as filhas se debaterem sem fazer nada para salvá-las.
Essa não teria sido a primeira vez que Sandra teria tentado matar as filhas. Segundo os policiais, ela já havia ameaçado as meninas com um machado anteriormente. Sobre o pai das crianças, ela teria dito que ele mora na Bahia e não tem contato com as filhas há muito tempo.

Arrudas e Pampulha

O caso em Santo Hipólito acontece duas semanas após Elisabete Cordeiro dos Santos ter atirado sua filha recém-nascida no Ribeirão Arrudas, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A criança foi resgatada por populares, mas morreu depois de permanecer quatro dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal da Maternidade Municipal de Contagem.
O ato de Elisabete Cordeiro dos Santos se assemelha ao ocorrido em janeiro de 2006, quando a ex-vendedora Simone Cassiano da Silva atirou a a própria filha de dois meses na Lagoa da Pampulha. A criança, que foi salva por um auxiliar de manutenção, sobreviveu porque estava atada a um pedaço de madeira. Atualmente, ela está sob a guarda de pais adotivos. Simone Cassiano da Silva foi condenada em janeiro deste ano a oito anos e quatro meses de prisão, pelo 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte.

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