A Polícia Federal realizou nesta segunda-feira (20) a maior apreensão de notas falsas do ano em Minas. Apontada também como uma das principais ações da história da corporação contra a circulação clandestina de cédulas no Estado, os policiais prenderam um homem de 30. Ele foi interceptado na BR-381, em Betim, na região metropolitana da capital, ontem à tarde, quando chegava com R$ 50 mil em cédulas de R$ 50 falsificadas. O material estava em uma pasta no banco traseiro do Tipo que o suspeito dirigia.
A polícia acredita que o suspeito seja o braço-forte de uma organização internacional de falsificação de notas com origem no Paraguai, onde as cédulas fraudadas são produzidas. As notas, segundo o chefe da Delegacia de Combate a Crimes Fazendários, Marinho Silva Rezende, seriam distribuídas na região metropolitana da capital. A Polícia Federal não descarta que o esquema também chegava a outros estados.
Os agentes se surpreenderam ao encontrarem entre o material apreendido pelo menos cem cédulas do modelo novo, que entraram em circulação há apenas seis meses no país, justamente com o objetivo de evitar fraudes. A qualidade do material clandestino, bastante semelhante às notas verdadeiras, também chamou a atenção dos investigadores. A impressão é muito bem feita, em um papel muito parecido com papel-moeda. Era possível sentir até o autorrelevo. Somente pessoas que conhecem bem as notas conseguiriam perceber a falsificação imediatamente, alertou o policial.

Segundo o delegado Marinho Rezende, cabia ao técnico em eletrônica a função de buscar as notas falsas no Paraguai e distribuí-las em Minas. Aqui, o dinheiro era negociado com traficantes e com compradores avulsos. As cédulas chegaram a ser usadas pelo próprio indivíduo na compra de carros e motos. Com uma nota verdadeira, era possível comprar de três a quatro notas falsas. Isso variava conforme a qualidade da falsificação, disse o delegado.

A suspeita é que o fraudador vinha agindo há pelo menos três meses. As investigações começaram a partir de denúncias feitas à Polícia Federal. O delegado explicou que, por meio de um banco de dados onde são cadastrados números de série de notas falsas apreendidas diariamente pelas polícias Federal, Militar e Civil, foi possível cruzar informações até se chegar ao suspeito, que passou a ser monitorado. Ele já confessou que buscava as notas. Agora estamos trabalhando para identificar outros envolvidos, afirmou.

Comentários